Procon aperta, mas Via Varejo desvia da responsabilidade

Site da empresa vendeu computadores com Windows 7, versão que foi descontinuada pela Microsoft.

Acredite se Puder / 18:56 - 4 de fev de 2020

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A Via Varejo estava vendendo computadores com sistema operacional Windows 7 e como essa versão foi descontinuada a partir do último dia 14 de janeiro, a empresa foi notificada pelo Procon SP. O órgão tomou tal decisão depois de receber reclamação de consumidor e confirmar a venda pelo site Extra.com. Agora, a varejista terá de provar que os consumidores foram devidamente informados da falta de atualização e em que etapa da compra houve esta informação. A companhia também terá de explicar como será a atualização dos sistemas operacionais das máquinas comercializados.

Beirando o ridículo foi o comunicado da Via Varejo procurando se eximir de responsabilidades ao afirmar que tais produtos foram comercializados exclusivamente por sellers do marketplace do Extra.com. E singelamente ressalta que já os orientou sobre a informação técnica pertinente recebida do fabricante e que toda a atualização de softwares, suporte e informações técnicas são de responsabilidade do fornecedor. E, para concluir, chama atenção para o que previsto no CDC, ou seja, o fabricante permanece responsável pelos produtos em questão, pelo seu tempo de garantia, o que não é o caso: a Via Varejo vendeu um produto que não tinha mais validade, o que não é permitido pela legislação.

 

Analistas acreditam na B3 por mais 2 anos

As novas regras propostas pela Comissão de Valores Mobiliários para o mercado brasileiro provocaram uma venda de ações da B3. Para alguns analistas, essa foi uma oportunidade de compra, pois a notícia da perda da condição de monopolista terá impacto limitado nos resultados da B3 nos próximos dois anos, dado que as barreiras para a entrada da concorrente ainda permanecem grandes. Assim, enquanto o adversário se estrutura, a expectativa é de que os números operacionais da ainda única bolsa brasileira continuem com volume forte neste ano, por conta dos juros mais baixos, sustentam a recomendação de compra de B3, e existe a possibilidade da realização de 20 a 30 operações de IPOs ou follow on até o final deste ano.

 

JBS continua sendo uma das favoritas

Nove casas de análise como a Guide, a Socopa e a Ágora, continuaram a recomendar as ações da JBS que, aliás, foi a segunda mais recomendada para fevereiro. Entre as justificativas, a principal continua a ser que o setor se beneficiará dos efeitos da gripe suína africana na Ásia, com posição de destaque tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. Alguns analistas, no entnto, consideram que parte desse movimento já está incluído no preço dos ativos e estimam existir espaço para altas mais moderadas. Para outros, a operação americana da JBS neste ano, ainda não estão incorporadas nos preços das ações. E também apontam que a retirada da restrição de compra pela China para frangos dos Estados Unidos e a renúncia de tarifas retaliatórias para a carne suína do país refletem maiores margens para a operação da companhia brasileira na América do Norte em 2020

 

Piada do dia: Vivará ficou desinteressante

Os analistas do Itaú BBA passaram a recomendar a realização de lucros nas ações da Vivará, por considerar que a rede de joalherias, em termos de crescimento de crédito, não oferece mais um retorno atrativo. A rede de joalherias foi uma das principais recomendações do banco no “tema de crescimento do crédito”, mas não oferece mais um retorno atrativo. O pitoresco é que, no início deste ano, as equipes das principais casas de análise mostram desânimo em relação ao comércio varejista, mas consideravam que essas ações apresentariam resultados positivos. O IPO da Vivará aconteceu no terceiro trimestre do ano passado, e desde então a cotação acumulou valorização de 37,3%, contra 3,7% do Ibovespa. Agora, os técnicos do Itaú acham que os papéis da Marcopolo têm maior potencial de crescimento.

 

SEC vence chinesa na justiça

Os jurados do tribunal federal de Boston consideraram a dona do restaurante Charlie Chen, de Lexington, Massachusetts, culpada pela utilização de informações privilegiadas antes de cinco anúncios de ganhos da empresa Vistaprint, NV, também com sede em Lexington. Na acusação, a SEC mostraram que Chen, que era amiga íntima de um membro da Vistaprint e de seu marido, recebeu informações não públicas altamente confidenciais e a usou para negociar antes de cinco anúncios diferentes dos resultados financeiros da companhia, entre abril de 2013 a julho de 2014. Em algumas ocasiões, Chen fez apostas extremamente agressivas, como apostar boa parte de sua conta de aposentadoria em opções arriscadas da Vistaprint antes do anúncio da empresa de resultados decepcionantes em abril de 2014. Chen faturou mais de US$ 800 mil em lucros ilícitos. E também mostrou que a empresária, ao ser interrogda pelo FBI em 2016, afirmou não conhecer ninguém que trabalhava na Vistaprint.

 

Arquivado processo contra o Bradesco

A corregedoria do Ministério da Economia arquivou o processo administrativo contra o Bradesco aberto após a realização da Operação Zelotes.

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