O mercado de imóveis residenciais registrou aumento da procura e das vendas no 3º trimestre 2023, e esse impulso repercute o otimismo no segmento Minha Casa, Minha Vida (MCMV).
É o que revela o Indicador de Confiança do setor Imobiliário Residencial, realizado pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc) em parceria com a Deloitte.
Para o segmento MAP (Médio e Alto Padrão), embora tenha havido uma desaceleração durante o período, as projeções apontam para uma recuperação no curto prazo. Neste cenário, os preços se mantêm em alta, e as expectativas para lançamentos de novos empreendimentos e aquisições de terrenos permanecem em excelentes níveis, apesar de uma leve queda nas aquisições de terrenos, particularmente no segmento MAP.


A perspectiva de lançamentos de imóveis residenciais continua positiva pelo segundo trimestre consecutivo, com destaque para o MCMV, que registrou aumento de três pontos percentuais em relação ao 2º trimestre do ano: nesta edição, 97% dos entrevistados deste segmento pretendem lançar imóveis ou adquirir terrenos nos próximos 3 a 12 meses. Em contrapartida, o segmento MAP está em patamares um pouco mais baixos (93%), mas mantém tendência positiva, sustentando-se acima dos 90%.
A expectativa geral de aquisição de terrenos para futuros empreendimentos de imóveis residenciais (87%) registrou leve retração de um ponto percentual em relação ao trimestre anterior, resultado que reflete a manutenção da perspectiva no longo prazo para o segmento de MCMV e leve redução para MAP.
Minha Casa Minha Vida
Para o presidente da Abrainc, Luiz França, os dados mostram que o mercado reagiu positivamente aos incentivos concedidos ao programa MCMV e à queda da taxa Selic.
“A partir desses resultados, vemos que o mercado está aquecido e os empresários esperam manter o ritmo do negócio para 2024. Nosso setor continua sendo um dos protagonistas no processo de crescimento da economia e nosso horizonte é o de crescimento, geração e manutenção de empregos e investimentos”, destaca o executivo.
O levantamento usa uma metodologia diferenciada para interpretar os resultados e facilitar a leitura entre os trimestres. Desse modo, os percentuais de respostas foram transformados em notas, variando de um (para forte redução) a três (para forte aumento), e cada segmento foi classificado dentro desse padrão.
As respostas dos participantes da pesquisa indicaram se houve redução, manutenção ou aumento em relação ao trimestre anterior para os itens procura, vendas, e preços dos imóveis. Além da variação do trimestre apurado, os respondentes indicam as expectativas.
Indicador de confiança do setor imobiliário residencial
“A pesquisa aponta que o mercado imobiliário residencial, no geral, segue aquecido e com boas perspectivas para os próximos meses, especialmente para o segmento Minha Casa, Minha Vida. A alta na procura e nas vendas foi influenciada pelo recuo da taxa de juros, pelo aumento do valor dos subsídios oferecidos e das novas regras do programa MCMV. As expectativas para lançamentos de empreendimentos também são boas para ambos os segmentos, o que indica que o mercado imobiliário pode continuar a se desenvolver nos próximos trimestres”, destaca Claudia Baggio, sócia de Financial Advisory e líder da prática de Real Estate da Deloitte.
Nesta edição, a pesquisa foi realizada com 47 empresas construtoras e incorporadoras do setor imobiliário residencial, entre 29 de setembro e 15 de outubro.
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