Produção agropecuária de SP em 2021 deve chegar a R$ 122,41 bi

Valor é 26,6% superior ao resultado obtido no ano anterior.

O valor da produção agropecuária (VPA) paulista, em 2021, foi preliminarmente estimado em R$ 122,41 bilhões, 26,6% superior ao resultado obtido no ano anterior e 13% em termos reais, quando deflacionado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo. Com as inovações realizadas nos levantamentos estatísticos do Instituto de Economia Agrícola (IEA) entre 2020 e 2021, a instituição passou a compor uma maior diversidade de produtos em suas pesquisas de preços recebidos pela agropecuária paulista Assim, passou-se a utilizar, a partir desse cálculo do VPA, os dados de preços da instituição para o cálculo da maioria das frutas e olerícolas que compõem esse estudo.

Sendo assim, nessa estimativa preliminar são utilizados dados relativos ao preço corrente médio recebido pela agropecuária paulista de 50 cadeias selecionadas de origem vegetal e animal, em um comparativo dos intervalos de janeiro a dezembro de 2020 e de janeiro a julho de 2021. Devido a questões de sazonalidade (entressafra) para o VPA preliminar, os preços do figo e pêssego (que não apresentaram comercialização no primeiro semestre de 2021) foram obtidos da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), ponderados e decompostos a partir dos preços de venda do atacado.

Já os dados de produção foram obtidos dos cinco levantamentos anuais de previsão e estimativas de safra efetuados pelo IEA e pela Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CATI/CDRS). O cálculo das variações do VPA conforma os índices de preços e quantidades construídos pela fórmula de Fisher (base 2020 = 100).

A queda de produção, notadamente das cadeias de participação expressiva na constituição do VPA paulista (como laranja, milho, dentre outros), provocada pelas condições climáticas adversas (como o longo período de estiagem e as geadas), foi largamente compensada pelo aumento dos preços dos produtos que, historicamente, encontram-se entre as primeiras posições no ranking do VPA do Estado de São Paulo.

O VPA da cana-de-açúcar, desde há muito tempo o primeiro colocado no ranking, participando com 32,21% do VPA do estado, teve um crescimento nominal de 23,36%, basicamente em função de uma elevação de 25,68% nos preços nominais recebidos pelos agricultores. Já o preço da carne bovina, cujo VPA se situa na 2ª colocação, apresentou aumento de 37,14%, imprimindo uma expansão de 36,44% em seu VPA.

Dos cinco grupos de produtos calculados no VPA parcial paulista de 2021, apenas um não apresentou crescimento. O grupo de olerícolas apresentou redução de 1,97% em seu VPA, segundo os resultados desta pesquisa. As quedas nos valores de batata (-62,21%) e cebola (-74,03%) refletiram nessa diminuição no VPA do grupo.

Destacaram-se também os grupos de produtos para indústria, produtos animais e o de grãos e fibras, que tiveram reajustes superiores a 15%. Nesses casos, o VPA dos produtos para indústria aumentou 20,91%, predominantemente em função da elevação de preços, já que, com exceção da goiaba para indústria, todos os outros apresentaram redução na produção. Desse grupo, o mais impactado negativamente foi o café beneficiado que, com uma queda na produção de 32,19% (causada principalmente pelas geadas), apresentou redução em seu VPA, mesmo com a forte elevação em seus preços (+42,81%).

No grupo de produtos animais, que apresentou expansão parcial de 36,44% no valor de sua produção, todas as cadeias, com exceção do casulo, apresentaram expressivo aumento do VPA, basicamente em função da elevação dos preços. Destaque para carne suína, que reajustou seus valores tanto em função dos preços quanto pelo aumento da produção.

O grupo de grãos e fibras foi o que apresentou o maior crescimento do VPA preliminar de 2021 (45,83%), puxado principalmente pela soja e pelo milho, que no ranking do estado se situam respectivamente na 3ª e 6ª posições entre os 50 produtos considerados no estudo. Em função de uma produção reduzida em 59,62%, o algodão foi o único que apresentou queda de valor nesse grupo de produtos.

A menor variação positiva do VPA parcial de 2021 ocorreu no grupo de frutas frescas (7,49%), que com uma produção menor no comparado com o ano anterior compensou via preços o valor adicionado nesse período.

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