Produção industrial dos EUA e IBC-Br ficam no radar do investidor

Preocupação com recuperação da economia global pressionam negativamente Bolsas na Europa e na Ásia.

O foco das atenções nesta quarta-feira está na produção industrial de agosto dos EUA, após indicadores da China serem divulgados abaixo da expectativa. Tais dados chineses somados à sinais negativos na maioria das Bolsas mundiais e pouca força das Bolsas de Nova Iorque podem prejudicar recuperação do nosso índice Bovespa, após queda no pregão de ontem. Em contraponto o IBC-Br, que é visto como uma prévia do PIB, de julho diminuindo o ritmo de crescimento não deve afetar de forma agressiva nos juros, dado o ajuste do mercado para uma expectativa de alta de 100 pontos-base da nossa taxa básica de juros, Selic, na semana que vem. O dólar se enfraquecendo perante outras moedas de países emergentes e exportadores de commodities pode aliviar a pressão no câmbio aqui no Brasil, que ontem fechou a R$ 5,25. Por fim o mercado aumenta seu otimismo após declaração do presidente Jair Bolsonaro, no dia de ontem, onde disse que os três Poderes são “um só corpo”, indicando continuidade da trégua com o Supremo Tribunal Federal (STF). O contrato futuro do Ibovespa com vencimento em outubro de 2021 amanheceu em queda de 0,2% às 9h13. Neste mesmo horário o dólar comercial era negociado também em queda de 0,44%.

Para o cenário internacional observamos possível recuperação das perdas de ontem do mercado à vista em Nova Iorque, dado que os índices futuros estão sendo negociados em leve alta no dia de hoje, com investidores aguardando dados industriais dos EUA. Às 7h26, no mercado futuro, o Dow Jones subia 0,20%, o S&P 500 avançava 0,24% e o Nasdaq se valorizava 0,29%. O rendimento da T-note de 10 anos caía a 1,277%, de 1,284% no ajuste de ontem. O DXY caía 0,16%, a 92,478 pontos, de 92,623 pontos ontem. Já na Europa as principais Bolsas operam em baixa, com preocupação em relação à recuperação da economia global após dados frágeis da indústria e do varejo da China em meio a novos surtos de Covid-19. Às 7h26, a Bolsa de Londres subia 0,40%, mas a de Paris recuava 0,39% e a de Frankfurt se desvalorizava 0,08%. O euro subia a US$ 1,1822, de US$ 1,1806 no fim da tarde de ontem e a libra subia a US$ 1,3823, de US$ 1,3805. Na Ásia o cenário também não é positivo, com as principais Bolsas fechando no vermelho nesta quarta-feira, com investidores sendo movidos pelo mesmo sentimento visto na Europa: preocupação em relação à recuperação da economia global. Na China o Xangai Composto recuou 0,17%. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 1,84%. O Nikkei caiu 0,52% em Tóquio. Exceção, o sul-coreano Kospi teve modesta alta de 0,15% em Seul. Na Oceania, o S&P/ASX 200 recuou 0,27% em Sydney. Às 7h25, o dólar estava em 109,34 ienes, de 109,64 ienes no fim da tarde de ontem em Nova Iorque.

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Yuri Pasini

Trader Mesa Câmbio do Travelex Bank

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