Produção industrial: ES e RS foram destaques em fevereiro

Na comparação com mesmo ano de 2025, indústria recuou 0,7%, diz IBGE

254
Bernardo Almeida, analista da Pesquisa Industrial Mensal Regional (foto da Agência de Notícias IBGE)
Bernardo Almeida, analista da Pesquisa Industrial Mensal Regional (foto da Agência de Notícias IBGE)

Os estados do Espírito Santo (com 11,6%) e do Rio Grande do Sul (com 6,7%), registraram os maiores avanços na produção industrial brasileira na passagem de janeiro para fevereiro. Ambos interromperam dois meses consecutivos de queda na produção, período em que acumularam perdas de 11,3% e 6,8%, respectivamente.

Os dados estão na Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada hoje pelo IBGE.

Por outro lado, Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8%) apresentaram os recuos mais elevados neste mês, com o primeiro local intensificando a perda observada no mês anterior (-0,8%); e o segundo marcando o quarto mês seguido com queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%.

O analista da pesquisa Bernardo Almeida destaca que com o crescimento em fevereiro, a produção industrial acumula um ganho de 3% nos dois últimos meses. O indicador elimina, portanto, a perda de 2,3% acumulada no período de setembro a dezembro de 2025.

Espaço Publicitáriocnseg

“Esse movimento pelo segundo mês seguido pode ser explicado pela necessidade de algum tipo de recomposição de estoques após o período de queda no final do ano passado que diminuiu os níveis dessa variável”, disse Almeida.

O analista ressalta que fatores macroeconômicos seguem influenciando o desempenho da indústria.

“Temos uma política monetária contracionista com taxas de juros em patamares elevados, estreitando e encarecendo as linhas de crédito, reduzindo investimentos e arrefecendo, assim, a produção industrial”, ressalta.

Na comparação com fevereiro de 2025, a indústria recuou 0,7%, com nove dos 18 locais pesquisados registrando queda na produção.

O indicador acumulado nos últimos 12 meses avançou 0,3% em fevereiro, ainda positivo, mas assinalando perda de ritmo frente aos resultados dos meses anteriores. No índice acumulado para janeiro-fevereiro de 2026, frente a igual período do ano anterior, o setor industrial registrou perda de 0,2%, com resultados negativos em nove dos 18 locais pesquisados.

A indústria capixaba foi o grande destaque do mês em termos absolutos e segundo lugar em influência para o total da indústria, mostrando alta após dois meses de resultados negativos. O resultado de fevereiro foi o mais intenso desde maio de 2025 (17,5%). Neste mês, indústrias extrativas foi a atividade que mais influenciou o resultado positivo do estado.

Rio Grande do Sul (6,7%) foi o segundo lugar em termos absolutos e o primeiro em termos de influência no mês. Com o resultado, a indústria gaúcha interrompe dois meses consecutivos de quedas, registrando a taxa mais elevada desde junho de 2024 (35,6%), quando a indústria local retomou as atividades após as enchentes que paralisaram a produção no estado. Nesse mês, entre os setores que auxiliaram a recuperação estão bebidas e veículos automotores.

“A indústria capixaba eliminou a perda de 11,3%, acumulada em dezembro de 2025 e janeiro de 2026, enquanto a indústria gaúcha eliminou quase totalmente a sua perda de 6,8%, acumulada no mesmo período. Ambos os movimentos nos permitem fazer uma leitura compensatória às perdas anteriores”, explica Almeida.

Bahia (3,2%), Pará (2,7%), Ceará (2,5%), Amazonas (1,7%), Santa Catarina (1%) e Região Nordeste (1%) também registraram avanços mais intensos do que a média nacional (0,9%), enquanto Pernambuco (0,6%), São Paulo (0,5%) e Rio de Janeiro (0,2%) completaram o conjunto de locais com taxas positivas em fevereiro de 2026.

Pelo lado das quedas, Mato Grosso (-0,9%) e Goiás (-0,8) registram os recuos mais elevados em fevereiro, com o primeiro local intensificando a perda observada no mês anterior (-0,8%); e o segundo marcando o quarto mês consecutivo de queda na produção, período em que acumulou redução de 12,4%. Minas Gerais (-0,3%) e Paraná (-0,1%) também mostraram resultados negativos em fevereiro de 2026.

Com informações da Agência IBGE Notícias

Leia também:

Siga o canal \"Monitor Mercantil\" no WhatsApp:cnseg