Segundo dados divulgados ontem pelo IBGE, o setor industrial variou 0,1% em outubro de 2025, na comparação com o mês anterior, após apontar perda de 0,4% em setembro. Com esses resultados, a produção industrial se encontra 2,4% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020), mas ainda 14,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com outubro de 2024, o total da indústria voltou a registrar queda na produção e recuou 0,5%.
Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, “a mínima reação da produção industrial em outubro expôs a fragilidade do setor e reforçou a necessidade de cautela. A atividade variou apenas 0,1% em relação a setembro, na série com ajuste sazonal, desempenho insuficiente para compensar a queda do mês anterior (-0,4%) e longe de sinalizar mudança de direção.”
Ainda na nota, a entidade diz que “além disso, os indicadores de confiança do empresário industrial mostram que o cenário não deve se reverter nos próximos meses, já que o índice de expectativa de demanda recuou ao menor nível desde 2016, sinalizando que o consumo não deve ganhar fôlego no curto prazo. Os estoques também permanecem acima do desejável em diversos segmentos. Nesse ambiente de demanda contida, as empresas adotam uma postura mais cautelosa, refletida na eliminação de 13 mil postos de trabalho industriais em outubro.”
“O quadro permanece adverso. Uma retomada mais firme depende de reconstruir a confiança e reduzir o risco país, condições necessárias para viabilizar um ciclo consistente de queda da Selic, ainda situada em 15% ao ano, um patamar historicamente elevado”, avalia.
Já para a Associação de Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Rio Indústria), a produção industrial nacional cresceu apenas 0,1% na comparação mensal, resultado abaixo das expectativas, e registrou retração de 0,5% em relação a outubro de 2024.
“O modesto avanço, embora represente alguma recuperação frente a setembro, demonstra que o ritmo de retomada do setor continua frágil. Setores como extrativo, alimentos, automotivo e eletrônico se destacaram positivamente, mas quedas em segmentos como petroquímico e farmacêutico limitam a consolidação de um crescimento consistente.”
Ainda em nota, a entidade diz que “para a Rio Indústria este cenário reforça a importância de políticas estruturais que estimulem investimentos, facilitem crédito e promovam modernização, fatores essenciais para que a indústria do Estado do Rio e do país retome uma trajetória sólida de crescimento.”
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