Produção industrial recua em 5 dos 15 locais pesquisados em abril

De acordo com o IBGE, setor, entretanto, cresceu em 16 dos 18 locais pesquisados em relação ao mesmo mês de 2023

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Empilhadeira na indústria (Foto: Nino Sartria/Sxc.Hu)
Empilhadeira na indústria (Foto: Nino Sartria/Sxc.Hu)

Cinco dos 15 locais investigados pela Pesquisa Indústria Mensal (PIM) Regional apresentaram queda na passagem de março para abril, quando a produção industrial nacional caiu 0,5%. Os maiores recuos foram no Pará (-11,2%) e na Bahia (-5,4%). Na outra ponta, destaque para o crescimento de 12,8% do Paraná e de 12,2% em Pernambuco. O resultado foi divulgado hoje pelo IBGE.

“É importante ressaltar que o comportamento nacional em abril, de recuo, foi concentrado em atividades com maior peso, mas com um espalhamento das demais atividades no campo positivo, demonstrando sete atividades em queda e 18 em crescimento. Da mesma forma, na pesquisa regional, observamos apenas cinco locais com comportamento negativo nesse mês”, explica o analista da pesquisa, Bernardo Almeida. O pesquisador também ressalta que as amostras de cada local, inclusive da pesquisa nacional, são independentes. “O ajuste sazonal é aplicado a cada série de forma individual, o que faz com que elas percam o fator aditividade, isto é, percam a propriedade de que o somatório delas seja igual ao todo. Por essa razão, a soma dos resultados regionais não se iguala ao nacional, elucida.

A principal influência e maior queda percentual foi da indústria do Pará, que registrou o recuo mais intenso desde maio de 2022 (-18,1%), pressionado pelo resultado do setor extrativo.

“Trata-se de um local com maior concentração industrial no setor extrativo”, ressalta Bernardo. A taxa negativa de abril eliminou o crescimento da indústria paraense de 4,7% em março.

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A queda na indústria baiana foi a segunda em influência e em percentual. O recuo vem após três meses com taxas positivas, quando acumulou um crescimento de 4,0%. O comportamento nos setores de derivados do petróleo e produtos químicos ajuda a explicar a queda.

Outra queda mais intensa que a média nacional foi em Goiás (-0,9%). Minas Gerais (-0,5%) e Região Nordeste (-0,1%) completaram o conjunto de locais com taxa negativa em abril de 2024.

Pelo lado das altas, Paraná (12,8%) volta a crescer após acumular perda de 12,6% nos meses de março e fevereiro. O estado do Sul foi a principal influência positiva e registrou a maior alta percentual, graças ao desempenho do setor de derivados do petróleo e da indústria de alimentos, além dos setores veículos.

“A alta é a mais intensa desde setembro de 2020, quando cresceu 13,5% em um momento de recuperação da indústria após os primeiros meses da pandemia de Covid-19, com afrouxamento do isolamento e do distanciamento social”, relembra o pesquisador.

Outro destaque positivo foi Pernambuco. O estado nordestino, com a alta de 12,2%, marcou a segunda maior alta percentual e a terceira maior influência, eliminando a queda de 3,5% registrada em março. “O resultado foi influenciado pelos setores de veículos automotores e derivados do petróleo”, destaca o analista da PIM Regional.

Maior parque industrial do país, São Paulo foi o segundo local em influência positiva, com alta de 1,9%. A indústria paulista volta a crescer após dois meses de resultado negativo, quando acumulou variação de -0,4%. A taxa de abril foi influenciada pelo desempenho do setor de alimentos, além das indústrias de derivados do petróleo e de veículos. Com esse resultado, São Paulo fica 1,8% acima do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Os demais resultados positivos de abril foram alcançados por Mato Grosso (4,4%), Amazonas (4,2%), Ceará (3,9%), Espírito Santo (2,7%), São Paulo (1,9%), Santa Catarina (0,4%), Rio Grande do Sul (0,2%) e Rio de Janeiro (0,1%).

Na comparação com abril de 2023, a indústria nacional cresceu 8,4% em abril de 2024, com 16 dos 18 locais pesquisados com resultados positivos. Rio Grande do Norte (25,6%), Santa Catarina (16,0%), Pernambuco (13,2%) e Goiás (12,7%) tiveram os maiores crescimentos. Ceará (12,3%), Rio Grande do Sul (11,7%), Paraná (10,9%), São Paulo (10,8%) e Amazonas (10,0%) também tiveram taxas positivas de dois dígitos, mais intensas do que a média nacional. “Pode-se notar, nessa comparação, um número significativo de resultados com dois dígitos. Isso é explicado pela base de comparação mais baixa, em alguns locais, e principalmente, pelo efeito-calendário positivo significativo, já que abril de 2024 teve 22 dias úteis, quatro a mais do que no mesmo mês do ano anterior, quando foram 18”, ressalva Bernardo.

Também tiveram alta Espírito Santo (8,2%), Mato Grosso (8,1%), Maranhão (7,6%), Rio de Janeiro (4,4%), Minas Gerais (3,7%), Região Nordeste (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,0%). Neste índice, o Pará registrou a maior queda, de 13,6%. A Bahia, com recuo de 3,5%, foi a outra queda.

A PIM Regional de abril também apresentou os resultados do acumulado no ano (janeiro-abril) de 2024, na comparação com o mesmo período de 2023. Neste índice, a indústria nacional mostrou crescimento de 3,5%, com resultados positivos em 17 dos 18 locais pesquisados.

Rio Grande do Norte (24,4%) e Goiás (11,3%) registraram avanço de dois dígitos e os mais acentuados. Também Ceará (7,6%), Mato Grosso (6,8%), Santa Catarina (6,5%), Espírito Santo (6,2%), Amazonas (5,7%), Rio de Janeiro (5,5%), Rio Grande do Sul (5,0%) e São Paulo (4,3%) apresentaram crescimentos mais intensos do que a média nacional. Completam a lista de locais com taxas positivas neste índice Pernambuco (3,1%), Minas Gerais (2,6%), Mato Grosso do Sul (2,2%), Bahia (1,6%), Maranhão (1,4%), Paraná (0,7%) e Região Nordeste (0,6%). Apenas o Pará, com queda de 1,7%, apresentou recuo no índice.

Com informações da Agência de Notícias IBGE

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