Produtos de segunda mão são a primeira escolha para mais chineses

Logo após se mudar para seu novo apartamento, Li Yuanyuan, uma designer que mora em Shanghai, criou um grupo online de bate-papo e começou a enviar convites para todos os seus vizinhos.

Foto tirada em 3 de dezembro de 2021, mostra uma mulher selecionando roupas em um brechó em Beirute, Líbano. (Xinhua/Bilal Jawich)

Xinhua - Silk Road

 

Beijing, 8 fev (Xinhua) — Logo após se mudar para seu novo apartamento, Li Yuanyuan, uma designer que mora em Shanghai, criou um grupo online de bate-papo e começou a enviar convites para todos os seus vizinhos.

Ela queria comprar alguns produtos de segunda mão, e criar um grupo online em uma comunidade residencial é uma maneira popular e eficiente de conseguir isto.

A demanda é sólida. Não demorou muito para os moradores de outros condomínios encontrarem o caminho para o grupo de bate-papo.

O volume de mercadorias do mercado de seminovos na China cresceu de 300 bilhões de yuans (cerca de 47 bilhões dólares americanos) em 2015 para mais de 1 trilhão de yuans em 2020, incluindo produtos de quase todas as categorias de consumo, de acordo com um relatório de 2021 sobre a indústria de revenda do Instituto de Energia, Meio Ambiente e Ecologia da Universidade de Tsinghua.

O aumento reflete as mudanças nas demandas e visões do povo chinês sobre o consumo, disse Zhang Li, pesquisador da Academia Chinesa de Comércio Internacional e Cooperação Econômica (CAITEC, sigla em inglês).

Tradicionalmente, a compra de itens usados é muitas vezes vista como um sinal de dificuldade financeira que pode levar à vergonha social. Hoje, os chineses, especialmente os jovens, veem isso com pragmatismo e uma forma de moda.

“Mais consumidores se concentram no valor real do produto em vez de se ele é o mais novo”, disse Zhang.

De acordo com a empresa de big data Analysys, as pessoas com menos de 35 anos são a principal base de usuários de plataformas online de segunda mão.

No grupo online de bate-papo de Li, as pessoas trocam principalmente presentes, móveis e produtos para bebês não utilizados. “Muitas mães jovens vendem carrinhos ou berços usados e as transações são bastante movimentadas lá”, disse ela.

As plataformas chinesas de revenda online que cresceram rapidamente nos últimos anos, facilitando estas transações.

O volume de mercadorias de revenda online da China cresceu de 250 bilhões de yuans em 2019 para mais de 370 bilhões de yuans em 2020, representando 36% do total do mercado de segunda mão, informa a consultoria iiMedia Research.

“A ‘economia de segunda mão’ ajuda a aproveitar o potencial de consumo e diversificar o mercado de comércio eletrônico”, segundo Bai Ming, outro pesquisador do CAITEC, acrescentando que pode servir como um novo impulso para o crescimento econômico.

“Também envolve benefícios ecológicos, pois ajuda a reduzir o desperdício de recursos e aproveita o uso reciclado”, observou Bai. Fim

Leia também:

Comércio de serviços da China cresce 16,1% em 2021

Xinhua Silk Road
Agência de notícias oficial do governo da República Popular da China.

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