Promotoria de Istambul emite mandado de prisão contra Netanyahu por acusações de genocídio

Promotoria de Istambul pede prisão de Netanyahu e 39 autoridades israelenses por genocídio e crimes contra a humanidade em Gaza.

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Benjamin Netanyahu (Foto: Alan Santos/PR)
Benjamin Netanyahu (Foto: Alan Santos/PR)

O Ministério Público de Istambul expediu mandados de prisão para quase 40 pessoas, entre elas o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, sob acusações de crimes contra a humanidade e genocídio relacionados à ofensiva israelense na Faixa de Gaza. A ação ocorre após mais de dois anos de conflito, período em que mais de 68,8 mil pessoas morreram, segundo autoridades locais.

Além de Netanyahu, a promotoria turca incluiu na lista o ministro da Defesa, Israel Katz, o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, o chefe do Estado-Maior, Eyal Zamir, e o chefe da Marinha, David Saar Salama.

“Com base nas evidências reunidas, os seguintes oficiais israelenses foram considerados criminalmente responsáveis pelos crimes sistemáticos contra a humanidade e genocídio cometidos em Gaza e pelas ações tomadas contra a Global Flotilla Sumud (…) A investigação continua de forma minuciosa e completa”, afirmou o órgão em comunicado.

O texto cita entre as provas o bombardeio do Hospital Batista al Ahli — que matou cerca de 500 pessoas — e o assassinato da menina Hind Rajab, de seis anos, alvejada “centenas de vezes” por soldados israelenses. O Ministério Público turco também destacou que “esses atos se intensificaram diariamente desde 7 de outubro de 2023” e que o bloqueio imposto a Gaza “impediu que as vítimas tivessem acesso à ajuda humanitária”.

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A promotoria lembrou ainda o ataque à Global Flotilla Sumud, grupo de ativistas que tentava levar ajuda humanitária a Gaza por via marítima e foi interceptado por forças israelenses em águas internacionais. O episódio motivou uma investigação paralela sobre tortura, saques, danos à propriedade, privação de liberdade e sequestro.

A ofensiva israelense foi deflagrada após os ataques de 7 de outubro de 2023. Desde então, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, o número de mortos supera 68,8 mil e o de feridos chega a 170,6 mil, embora as autoridades locais admitam que o total pode ser maior devido à recuperação de corpos em áreas das quais as tropas israelenses se retiraram recentemente sob um acordo de cessar-fogo.

Fonte: Europa Press

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