Proteste: Homeoffice alavanca falhas de serviços de internet

Falhas de conexão, lentidão ou mesmo falta de sinal estão entre as principais reclamações.

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Com o aumento do home office, aliado a aulas online, maior uso de sistemas de streaming e reuniões virtuais, a demanda por serviços de internet aumentou muito. No entanto, nem sempre os consumidores conseguem usar o serviço adequadamente. Falhas ou falta de conexão, instabilidade do sinal e velocidade são alguns dos problemas apontados.

Queixas como cobrança indevida ou serviço não cumprido também são frequentes. O Serviço de Defesa do Consumidor da Proteste teve um aumento de 20% dos casos atendidos sobre serviços de internet, durante a pandemia, ou seja, de março até setembro de 2020, na comparação com o mesmo período de 2019. Os principais motivos de reclamação são: falha na prestação de serviço (36,2%), descumprimento de oferta (21,1%), fatura injustificada (9,1%), interrupção no fornecimento do serviço (7,3%), direito de arrependimento (4,3%), entre outros.

De acordo com dados da Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), publicados no jornal Valor Econômico, de janeiro a julho foram registradas 183.807 reclamações relacionadas à banda larga, um acréscimo de 11,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

No início da pandemia, muitos consumidores adquiriram pacotes de internet com maior velocidade. O benefício, no entanto, pode não ser visível, caso o sinal seja compartilhado com muitas pessoas na mesma residência ou em situações em que o consumidor opta por um local no qual o sinal de wi-fi seja fraco. "Com o aumento de tráfego gerado pelo isolamento social, as respostas aos servidores ficaram mais demoradas, pois temos uma menor velocidade média e um aumento no tempo de resposta", explica Daniel Alves de Barros, especialista da Proteste. "Uma boa alternativa para melhorar a conexão é achar a melhor posição da casa para instalar o roteador. Além disso, é possível usar um repetidor de sinal ou mesmo optar por roteador com maior alcance", orienta.

Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) , em agosto, a internet ficou 8,51% mais cara que em julho. No mesmo intervalo do ano passado, para comparar, o aumento foi de 0,11%. Com a alta, a banda larga tornou-se um dos motivos da inflação, contribuindo com 0,05 ponto percentual para o aumento mensal de 0,24% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA).

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