Prática&teoria

Em recente artigo na Folha de São Paulo, o senador Aloisio Mercadante (PT) critica o que qualifica de “cultura da estagnação”, aquela “que vê a expansão econômica como um problema”. Como contraponto, defende “a recriação da cultura do crescimento, como passo primordial para a inauguração da República da Inclusão, com crescimento para todos”.  Como Mercadante é líder de um governo que, via superávit primário e juros nas nuvens, cultiva e pratica “a cultura da estagnação”, se não se trata de mera peroração acadêmica, é provocação ao ministro Palocci.

Faz de conta
Enquanto o Ministério da Educação concentra seus esforços em melhorar estatísticas sobre o número de universitários brasileiros, a baixa qualidade do ensino continua a despejar anualmente no mercado de trabalho milhares de jovens vítimas da concepção de super-mercado que domina o ensino privado de terceiro grau. No Pará, 80,61% dos bacharéis em Direito que se submeteram ao exame da seção local da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PA)  foram reprovados em seu segundo exame de ordem para terem direito a exercer a profissão de advogado. Dos 520 candidatos inscritos, apenas 19,39% foram aprovados.
Para o presidente da OAB-PA, Ophir Cavalcante Junior, o resultado indica que o ensino jurídico está em estado pré-falimentar: “As faculdades passaram a ser verdadeiras indústrias de diplomas e, se não conseguem formar bons bacharéis, demonstram faltar competência até mesmo para atuar como empresas”, critica.

Porteira aberta
Em Mato Grosso, o nível de aprovação foi ainda menor: 16%. O maior número de aprovados eram estudantes oriundos de instituições públicas. Ao todo, 1.012 bacharéis em Direito se inscreveram para o segundo exame em todo o estado. Desses, 962 fizeram as provas, 249 passaram para a segunda fase e apenas 147 foram considerados aptos a exercer a profissão. O presidente da OAB-MT, Francisco Faiad, depois de lamentar os baixos percentuais de aprovação, lembrou que, nos últimos três anos, o MEC aprovou a abertura de 204 cursos não recomendados pela OAB.

Top
O ministro da Casa Civil, José Dirceu (personalidade federal), o secretário estadual de Industrial, Petróleo e Energia do Rio de Janeiro, Wagner Victer (estadual), e o presidente da TAM, Marcos Bologna (empresarial), receberão dia 30 de novembro o Prêmio Personalidade Empresarial, promovido pela Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB-RJ). Os vencedores foram escolhidos por votação entre conselheiros e diretores da associação, além de representantes da sociedade civil. A festa será no Scala Rio.

Mágica
Até agosto 2004, o “déficit” da previdência do setor privado (INSS) foi de R$ 10,7 bilhões; o público federal, de R$ 22,2 bilhões; total de R$ 32,9 bilhões. Incluindo na conta a receita da Cofins – criada para financiar os gastos com previdência mas desviada para atender o serviço da dívida -, que foi de R$ 49,7 bilhões, o suposto déficit vira um superávit de R$ 16,8 bilhões.

Sem promessa
O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) denuncia em seu boletim Letra Viva que a equipe de Palocci decidiu não permitir que a meta do governo federal para reforma agrária em 2004 seja cumprida. “O MST estranhou a reunião ministerial da semana passada em que a área econômica do governo anunciou que o R$ 1,7 bilhão da reforma agrária não existe mais e avisou ao Ministério do Desenvolvimento Agrário que estão disponíveis apenas R$ 600 milhões.” Com isso, o MST calcula que, no máximo, o governo atingirá 60 mil famílias, dos 115 mil assentamentos prometidos para este ano.

Safra
O MST salienta, ainda, que, ao liberar a comercialização da soja transgênica, “o governo se rendeu mais uma vez às pressões dos ruralistas e da multinacional Monsanto”. Os sem-terra calculam que a multinacional espera recolher na próxima safra cerca de R$ 400 milhões em cobrança de royalties dos agricultores que utilizarem a semente.

Aluguel virtual
Estoquedesites.com.br alcançou a marca de 500 sites alugados em um período de dois anos. A empresa oferece páginas na Internet prontas para pequenas companhias e profissionais liberais.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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