Pró-usineiro

A dupla especulação dos usineiros, que desviam álcool hidratado para priorizar a exportação de açúcar e, com isso, provocam o aumento do consumo da gasolina, o que serve de álibi para elevar o preço do álcool anidro – cuja mistura à gasolina chega a 25% – confirma que a solução para o problema não pode ser conjuntural. Já passou da hora de o país deixar de ser refém do setor. Ou o governo restabelece os estoques reguladores de álcool para evitar a escassez e a especulação do preço do combustível ou reduz, drasticamente, o percentual de álcool anidro misturado à gasolina.

Tropa de choque do atraso
Em entrevista ao site da Agência Carta Maior, a economista Leda Paulani alerta que os setores ligados aos rentistas querem interromper o processo que, via Constituição de 1988, ampliou as políticas inclusivas, e o aumento real de 53% do salário mínimo nos últimos oito anos, com o objetivo de parar o país: “Grosso modo, existe uma análise ortodoxa que acusa esse processo de conduzir a sociedade a um esgotamento de sua capacidade produtiva; como se a demanda avançasse além da oferta possível com o pleno emprego dos recursos e potencialidades disponíveis no sistema”, analisa a economista.
Ela acrescenta que o equilíbrio pleno pregado por esses ideólogos “inexiste fora dos modelos de laboratório”. A economista observa ainda que os mesmos setores que “denunciam a ausência de infra-estrutura adequada ao crescimento sempre se opuseram aos investimentos públicos nessa área”.

Seletivos
Depois que o Wikileaks divulgou documentos do governo estadunidense admitindo que presos torturados em Guantanamo não têm qualquer ligação com terrorismo, quando o Conselho de Segurança da ONU vai autorizar uma ação contra aquela base militar? Ou o conselho só apóia invasão de países com governos incômodos para os Estados Unidos?

Negócios do Brasil
Como confirmou a visita da presidente Dilma à China, em que, apesar dos salamaleques, o Brasil se manteve na senda de ser, basicamente, um fornecedor de matéria-prima para a continuação da arrancada chinesa rumo a se tornar uma potência mundial, de há muito tornou-se obsoleto o antigo ditado popular, que fazia alusão a negócios da China como transações extremamente positivas para o comprador. Com o atual modelo econômico brasileiro, são os chineses que têm razão para celebrar os negócios do Brasil.

Bela sina
O professor de Turismo Bayard Boiteux está em Portugal, onde se encontrará com empresários portugueses para a criação de uma casa de fados no Rio de Janeiro.

Transparência
Manter a transparência dos negócios é uma preocupação e obrigação de todas as sociedades. Publicar as demonstrações financeiras é uma forma de demonstrar a transparência da administração da sociedade, a sua forma de atuação e a credibilidade exigida para a captação de investimentos e crescimento sustentável. É a opinião de Amanda Rezende de Araújo, advogada da área Contratual e Societário do escritório Manhães Moreira Advogados Associados.
Além das sociedades anônimas (S/A), as sociedades de outros tipos, em especial as limitadas, também devem publicar balanço até quatro meses após o encerramento do exercício social (prazo que em geral termina esta semana, 30 de abril) se forem classificadas como de grande porte – ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta anual superior a R$ 300 milhões.

Sem julgamento
A decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em negar o pedido de soltura do sargento do Exército Leandro Maia Bueno fere a legislação em vigor no país. A afirmação é do advogado criminalista Marcos Espínola, responsável pela defesa do sargento, que é um dos 11 militares acusados de entregar três jovens do Morro da Providência a traficantes do Morro da Mineira, no Rio de Janeiro, em 2008. O advogado afirma que recorrerá ao STF, pois considera que o seu cliente está cumprindo uma pena sem sequer ter sido julgado. De acordo com Espínola, a decisão fere o Art. 400 do Código de Processo Penal, que determina um prazo de 60 dias para se realizar a audiência de instrução e julgamento. Além disso, a própria Constituição Federal não estaria sendo respeitada. “Meu cliente está preso preventivamente desde 15 de junho de 2008.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorKafkaniano
Próximo artigoTudo de novo

Artigos Relacionados

‘EUA do Mar’ seria considerado crime de lesa-pátria

Na terra de Biden, entregar navegação a estrangeiros é impensável.

Governo Bolsonaro não dá a mínima para a indústria

País perde empregos de qualidade e prejudica desenvolvimento.

Taxa sobre exportação de petróleo renderia R$ 38 bi

Imposto aumentaria participação do Estado nos resultados do pré-sal.

Últimas Notícias

Fundos de investimento poderão atuar como formadores de mercado na B3

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou os fundos de investimento a atuarem como formadores de mercado na B3, a bolsa do Brasil. A...

ABBC: Selic deve subir 1,50 ponto percentual

O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) se reúne na próxima terça-feira (7) para decidir sobre a nova Selic, a taxa básica...

Ibovespa fecha a semana em alta

(alta de 0,013%). O volume representou uma extensão do movimento positivo registrado na quinta-feira (2), quando o índice fechou com forte alta de 3,66%,...

China: Incentivos fiscais para investidores estrangeiros

A China anunciou que estendeu suas políticas fiscais preferenciais para investidores estrangeiros que investem no mercado de títulos da parte continental do país. A...

Brasileiro teria renda 6 vezes maior com indústria forte

Entre 1950–70, PIB do País foi multiplicado por 10.