Pílula azul livre

Patentes de 17 remédios vão vencer entre 2010 e 2011 no Brasil, entre eles campeões de vendas, como o Viagra. Para não perder uma boa fatia dos R$ 750 milhões que esses medicamentos geram, os grandes laboratórios multinacionais estão entrando na Justiça de seus países de origem tentando prorrogar as patentes, comprovando que “respeito aos contratos” é uma via de mão única.
Quando o domínio sobre os remédios acabar, os laboratórios vão sofrer a concorrência dos genéricos, que custam, pelo menos, 35% menos. Só com a pílula azul contra a impotência, o Pfizer faturou mais de R$ 170 milhões no Brasil ano passado.

Ala-la-ô
O mercado de condicionadores de ar deve permanecer – com o perdão do trocadilho – aquecido até meados deste ano. O segmento cresceu 5% no ano passado em relação a 2008. Já a procura pelos produtos residenciais subiu 13%, em volume de unidades”, conta Felipe Costa, diretor de Marketing de Produto da Springer Carrier. O resultado é impulsionado pela combinação do efeito do El Niño com a recuperação econômica brasileira. A alta procura levou a estoques “baixos e a falta de alguns produtos”, reconhece Costa.

Lições da crise
Nada como um choque de realidade para remover dogmas de instituições que lutam para manterem alguma relevância. Em 2007, apenas um ano antes da quebra do Lehman Brothers, o então diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato, assegurava que as nações que adotam controles de capital “rapidamente tornam-se ineficientes” e que tais mecanismos seriam facilmente contornáveis pelos investidores. Menos de dois anos, o mesmo FMI, agora, aconselha os países em desenvolvimento a controlarem capitais especulativos, justamente para evitar a formação de bolhas, como as que deflagraram a atual crise.

Antes tarde…
O economista Jagdish Bhagwati, da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, e que criticara a oposição do FMI aos controles de capitais durante a crise da Ásia, no fim dos anos 1990, considerou positiva a mudança de postura do FMI, embora sem deixar de ironizar o atraso com que passou a ser defendida: “Antes tarde do que nunca. Essa é claramente uma área em que deixar os mercados livres não é uma boa idéia”, destacou Bhagwati.

Saúde
Um faturamento de R$ 200 milhões este ano é o que espera alcançar a Case Consultoria em Benefícios, ao passar a operar também como administradora de planos de saúde, seguindo a nova regulamentação da Agencia Nacional de Saúde (ANS). “Entramos em 2010 com pé direito”, afirma o diretor Rafael da Motta, comemorando o fechamento do primeiro contrato do ano com a Abnote, empresa líder em soluções integradas nos mercados de cartões plásticos, com 7,8 mil segurados em todo Brasil.

Contas olímpicas
Seis jovens brasileiros participam a partir desta quarta-feira da 3ª Olimpíada Master de Matemática, na Romênia. A competição reunirá os 20 melhores países classificados em 2009 na Olimpíada Internacional de Matemática (IMO). Segundo Luciano Castro, diretor do Sistema Elite de Ensino – onde estudam os dois cariocas que compõem a equipe – há grandes chances de medalhas, “como vem acontecendo nos últimos anos”. As passagens aéreas serão cobertas pelo Elite e as despesas de hospedagem e alimentação ficarão a cargo do Programa Nacional de Olimpíadas de Matemática.

Nutrição
O Hospital Pró-Cardíaco está com inscrições abertas para o curso de Pós-Graduação em Nutrição Clínica com Foco em Cardiologia e Alta Complexidade, que terá duração de 20 meses (360 h/aula). As aulas serão sábados (quinzenalmente), das 8h às 18h. Coordenado pela nutricionista Jacqueline Faria Farret, o curso visa a desenvolver competências e habilidades do nutricionista envolvido na prática clínica com foco em cardiologia e alta complexidade, além de buscar a valorização da prevenção das doenças cardiovasculares. Mais informações pelos telefones: (21) 2131-1444/2131-1470.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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