Punição à Cabral

A julgar pelo histórico do Governo Sérgio Cabral na relação com os concessionários de serviços públicos do Estado do Rio de Janeiro, como o Metrô e as Barcas S/A, vêm aí medidas fortes sobre a concessão da Supervia, operadora de trens que trata a chicotadas seus usuários. Não será surpresa se o governador aprovar algum tipo de subsídio ou empréstimo para a empresa. A Barcas S/A, por exemplo, após ter as instalações atacadas por usuários revoltados com a precariedade dos serviços prestados, foi contemplada com empréstimo de R$ 8 milhões. E pensar que nossos neoliberais não cansam de defender o “respeito aos contratos assinados” e costumam pregar que a razão da privatização é a falta de dinheiro do Estado para investir em serviços “não essenciais”, como Educação e Saúde.

Desemprego zero
Composta atualmente por 405 mil profissionais, a classe contábil comemora o seu dia, 25 de abril, otimista. Segundo Maria Clara Cavalcante Bugarim, primeira mulher a presidir o Conselho Federal de Contabilidade (CFC), é uma profissão com colocação garantida para aos cerca de 20 mil a 25 mil profissionais que todos os anos entram no mercado.

Reciclagem
Até sábado, a Ampla irá triturar 20 mil lâmpadas do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. A iniciativa da distribuidora de energia tem como objetivo dar uma destinação correta aos resíduos tóxicos das lâmpadas fluorescentes. O descarte é feito por meio de equipamento que separa o vidro e o alumínio presentes nas lâmpadas do vapor de mercúrio, produto altamente tóxico. Os três produtos são reaproveitados.

Pirataria&picaretagem
Empresários costumam queixar-se muito da pirataria e calar-se sobre os altos preços que muitos deles praticam. Isso não anula o fato de a pirataria ser uma atividade ilegal. No entanto, o que é mais ilegal: o consumo de produtos piratas ou a prática de várias empresas, principalmente, das áreas de telefonia, provedores de Internet, cartão de crédito, TV a cabo, assinaturas de jornais e revistas, de impor o consumo compulsório de seus produtos a clientes que apenas desejam cancelar a contratação de seus serviços?
No primeiro caso, chama-se a polícia? E no segundo? As agências reguladoras?

Coisa nostra
Diante da reclamação de um cliente sobre a dificuldade para cancelar em definitivo, junto ao seu cartão de crédito, o débito que, mensalmente, um provedor tenta lhe impingir, apesar de já ter cancelado a prestação desse serviço há dois meses, o gerente de um dos principais bancos brasileiros deu uma explicação emblemática. Segundo ele, operadoras de cartões de crédito evitam cancelar esse tipo de débito, por existir um acordo de cavalheiros com as prestadoras de serviço.

Gângster
Em tempo. Contrário a ser transformado em consumidor compulsório, o cliente, na impossibilidade de suspender a cobrança indevida, optou por cancelar o cartão. Alegou que, em matéria de acordo, prefere o de gângsteres ao de cavalheiros. Ao menos, os primeiros, até por necessidade de reconhecimento social, costumam cumprir a palavra.

Falta
Sessão solene post mortem em homenagem a Leonel Brizola será realizada dia 29 próximo, às 18h30, na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). A iniciativa é do deputado estadual pedetista Paulo Ramos.

Risco e oportunidade
A crise mundial e seus efeitos sobre o mercado de seguros é o tema da palestra que o consultor e autor do livro Seguros: conceitos, definições e   princípios, Julio Pauzeiro, fará em 5 de maio. A iniciativa é da corretora de seguros Solution & Insurance. O especialista vai abordar os impactos da crise, bem como as oportunidades de negócios que poderão surgir em 2009.

O autor, o autor
Para ninguém esquecer: as privatizações dos três serviços de transporte que hoje deixam o morador do Rio à deriva foram realizadas no governo do tucano Marcello Alencar.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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