Pão quente

Será votado nesta quarta-feira, dia 28, pelos 27 deputados que integram comissão especial criada na Câmara dos Deputados o relatório do projeto de lei do deputado federal Aldo Rebelo (atual presidente da Casa), que prevê a obrigatoriedade de adição de derivados de mandioca à farinha de trigo. “Qualquer governante e qualquer deputado, que tem poder de decisão, não pode admitir que gastemos R$ 17 bilhões com importação de trigo, como aconteceu nos últimos dez anos no Brasil”, declara o deputado federal Moacir Micheletto, presidente da comissão. Quase 70% do trigo importado pelo país é destinado ao pão francês.

Coragem
“Não consigo entender a resistência da Abitrigo. Ela teria que ser parceira de um projeto que traz benefícios financeiros e mais empregos ao Brasil. Assim, resta a nós deputados termos coragem de mudar esta situação de dependência que vivemos do trigo estrangeiro”, pondera Micheletto. “A importação gera emprego em outros países e precisamos de emprego aqui”, salienta o deputado federal, que prevê a criação de 100 mil postos de trabalho no campo.

Fábrica de diplomas
O Brasil já acumula 959 cursos de Direito em funcionamento autorizados pelo Ministério da Educação (MEC). Esse número é 73 cursos maior que em outubro passado, quando a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) divulgara seu último levantamento sobre o tema. Do total, quase metade se concentra no Sudeste. Ou seja, apenas quatro estados – Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo – reúnem, juntos, 459 cursos jurídicos. Os dados constam de pesquisa da Comissão de Ensino Jurídico do Conselho Federal da OAB.
Para o presidente da Ordem, Roberto Busato, o número exagerado de cursos jurídicos em funcionamento, muitos sem oferecer as condições mínimas de qualidade, se reflete diretamente nos altíssimos percentuais de reprovação – 70% em média – nos exames da Ordem aplicados anualmente nos estados.

Filtro
Diante da assimetria entre o número de formandos e o dos considerados aptos para o exercício profissional, Busato defende a manutenção do exame da Ordem como forma de atestar a capacidade e aprendizado dos bacharéis em Direito. Os efeitos de se tentar extinguir o exame  seriam catastróficos, alerta Busato: “A OAB tem a noção exata de que, perdendo o exame de Ordem, perde a instituição e perde a própria advocacia. Não há condições da manutenção de uma advocacia organizada no país com essa quantidade de advogados. Não pelo seu número, mas pela sua má formação, pela má qualidade do ensino que os bacharéis em Direito vêm recebendo.”

Embaixada carioca
Nesta quarta, será entregue o prêmio Embaixadores do Rio, no Teatro da UniverCidade, no Humaitá (RJ). Promovido pelo Curso de Turismo da instituição de ensino e pela secretaria de Turismo da Prefeitura carioca, com o apoio da empresa de consultoria Planet Work, o evento busca formas não convencionais de divulgar o Rio de Janeiro e fortalecer a imagem da cidade, através de personalidades ligadas ao ser carioca. Os embaixadores escolhidos em 2006, entre outros, Ingrid Guimarães(atriz), Carlos Alberto Serpa (Casa Julieta Serpa), Claudio Magnavita (presidente da Abrajet-Nacional), Savio Neves(Corcovado) e Marilia Kranz (artista plástica). Para o diretor do curso e do MBA em Turismo da UniverCidade, professor Bayard Boiteux, criador do prêmio, será uma força para o aprimoramento do turismo carioca.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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