“Conselheiros de investimento têm um dever fiduciário para estar próximos com seus clientes e agir em seu interesse” (Marshall S. Sprung, chefe adjunto da Administração à execução da Divisão de Ativos Unidade da SEC).
Walter J. Clarke, segundo o levantamento efetuado pela Securities and Exchange Comission, começou sua carreira de picareta serial depois de aconselhar os clientes da Oxford Investment Partners LLC a investirem em duas empresas, sem revelar os conflitos de interesse, de vez que ele era co-proprietário de um delas e tinha relações financeiras com os proprietários da outra. Ambos os investimentos falharam e Clarke por causa dos problemas financeiros, teve de se desfazer de uma participação de 7,5% na Oxford, mas inflou fraudulentamente o valor do patrimônio da firma em pelo menos US $ 1,5 milhão para fazer o seu cliente pagar US$ 750 mil, ou seja, US$ 112 mil a mais que o valor real.
Depois, no final de 2007 e início de 2008, convenceu três clientes a emprestarem mais de US$ 300 mil para o Cornerstone Funding Group, do qual também era co-proprietário. Poucos meses depois a empresa ficou inadimplente e todos perderam seus investimentos. Em novembro de 2008, Clarke fez com que quatro pessoas aplicassem cerca de US$ 40 mil na HotStix, uma empresa privada, que pertencia a Clarke e alguns consultores pagos de Oxford. Em seguida, a empresa pediu proteção contra falência e, mais uma vez, todos perderam o dinheiro.
Ninguém quer as usinas da ThyssenKrupp
A Posco negou a elaboração de estudo para comprar as usinas da alemã ThyssenKrupp no Brasil e nos Estados Unidos, depois que a revista alemã WirtschaftsWoche noticiou que essas unidades da maior produtora alemã de aço atraíram o interesse da siderúrgica sul-coreana e o da Vale. A Posco afirma que não recebeu qualquer tipo de oferta.
Gafisa assume Alphaville Urbanismo
A Gafisa assumirá o controle integral da Alphaville Urbanismo, empresa da qual já detém 80% do capital social. A aquisição da participação de 20% restante, que deverá custar no máximo R$ 368,7 milhões, sujeito ainda a pequeno ajuste adicional previsto no acordo de investimentos, deverá ocorrer ainda este ano. A operação marcará a conclusão de uma transação iniciada em 2006, quando a Gafisa celebrou acordo de investimento para assumir participação inicial de 60% na Alphaville Urbanismo. Em 2010, a fatia foi ampliada para 80% e, a princípio, esperava-se que a Gafisa fosse negociar a participação restante ainda no ano passado.
O documento aponta que essa terceira etapa do acordo já está em andamento e será concluída ainda em 2012. As primeiras providências para que o novo acordo seja efetivado incluem a contratação de avaliações econômico-financeiras e cálculo de ajustes previstos no acordo de investimento entre as empresas. A Gafisa e os acionistas da Alphaville Urbanismo ainda não definiram a estrutura para que o acordo seja implementado. A Alphaville respondeu por 54% dos lançamentos realizados pela Gafisa no primeiro trimestre deste ano, ou R$ 249 milhões de um total de R$ 464 milhões em lançamentos.
Banco Millennium levantará 3 bi de euros
O Millennium bcp, maior banco privado de Portugal em ativos, vai sacar 3 bilhões de euros dos fundos de resgate do país para levantar capital. O Millennium levantará, ainda, 500 milhões de euros com acionistas. Bancos de Portugal estão passando por dificuldades por causa da crise da dívida do país, que levou o governo português a buscar um resgate de 78 bilhões de euros no ano passado. O banco português BPI informou que buscará 1,3 bilhão de euros no fundo de resgate para cumprir as novas exigências de capital.
Casino indica para Conselho do Pão de Açúcar
O varejista francês Casino indicou três nomes para o Conselho de Administração do Pão de Açúcar, dando continuidade ao movimento de mudança do controle do grupo varejista brasileiro. O Casino comunicou o empresário Abílio Diniz, atual presidente do conselho do Pão de Açúcar, a indicação de Eleazar de Carvalho Filho, Luiz Augusto de Castro Neves e Roberto Oliveira de Lima para o conselho. A eleição dos executivos para o conselho deve ocorrer na assembléia de acionistas do grupo varejista, marcada para 22 de junho.
PDG aprova oferta da Vinci Partners
O Conselho de Administração da incorporadora e construtora PDG Realty aprovou a proposta da Vinci Partners de uma capitalização da empresa a ser parcialmente subscrita pela gestora de recursos e private equity. A proposta agora será levada para Assembléia Geral Extraordinária de acionistas da PDG Realty. A Vinci apresentou em 28 de maio proposta para uma operação societária que envolve o aporte de recursos na empresa por meio de bônus de subscrição. Em uma primeira etapa, a operação prevê uma capitalização da PDG de R$ 799,98 milhões por meio da emissão de 199 milhões de bônus de subscrição.
Cada bônus dará o direito imediato a uma nova ação da PDG, além de uma debênture conversível em uma ação da companhia num prazo de quatro anos. Os títulos de dívida não renderão juros. A Vinci se dispunha a não negociar as ações subscritas por um prazo de dois anos. Para aprovar a oferta, o Conselho da PDG pediu que as ações subscritas no aumento de capital sejam mantidas com a Vinci por um período de quatro anos, o que foi aceito pela gestora.















