Qual o resultado prático dos gastos com a campanha “Quer ser sócio”?

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Em 2011, o número de contas de pessoas físicas operando na Bovespa foi menor que no ano anterior. Essa quantidade foi 583.202, contra 610.915 em 2010. Ora, isso significou uma redução de 4,54% e serve de motivo para profundas reflexões. A principal delas é a de provar se havia ou não a necessidade do gastos de milhões de reais com a campanha publicitária “Quer ser sócio” e a consequente redução desse valor na remuneração dos acionistas. Até hoje, a Bovespa não revelou o custo e, muito menos, a quantia paga ao Pelé. Será que a utilização da imagem do grande jogador do século passado desestimulou e impediu que um número maior de pessoas abandonassem o mercado? Ou houve o desperdício de dinheiro, com a contratação de um personagem que não consegue motivar pessoas comuns a se tornarem investidores?
Uma coisa é certa: por uma questão de ética e bom senso, a Bovespa deve deixar de enviar press-releases aos jornais com badalações à campanha “Quer ser sócio”. A última foi que mais de 1 milhão de pessoas procurou tomar conhecimento das informações contidas sobre esse tipo de aplicação. Caramba, houve um exagero do pessoal da área de marketing da bolsa ou existem muitos brasileiros curiosos?

Espanha precisa de 40 bilhões de euros?
Para a Moody”s, a Espanha tem que fazer um esforço sem precedentes e deve fazer um ajustamento orçamental na ordem dos 40 bilhões de euros neste ano para cumprir a meta do défice de 4,4%. Segundo as contas da agência, é necessário reduzir a despesa ainda em 25 bilhões de euros. O novo governo liderado por Mariano Rajoy já implementou algumas medidas de ajustamento orçamental, incluindo o aumento de impostos. Porém, a Moody”s acredita que estas medidas não são suficientes. Segundo a classificadora norte-americana de risco, a austeridade que já está em vigor em Espanha ainda não é suficiente. E por essa razão, defende mais medidas para desenvolver as finanças públicas espanholas e colocá-las assim na trajetória da sustentabilidade.

Deutsche e Morgan Stanley demitem
Deutsche Bank e Morgan Stanley demitiram analistas e operadores nesta segunda-feira na Austrália como parte dos cortes mundiais de postos de trabalho. A versão online do Australian Financial Review informou que o Deutsche Bank cortou cerca de 10% dos funcionários naquele país e o Morgan Stanley, aproximadamente 7%. Porta-voz do banco alemão em Sydney se recusou a falar sobre os cortes, mas lembrou que o banco havia anunciado em outubro que planejava cerca de 500 demissões fora da Alemanha. O representante do Morgan Stanley em Sydney se referiu ao anúncio em dezembro de aproximadamente 1.600 cortes no mundo. As demissões ocorrem enquanto os bancos vêem sua rentabilidade afundar com a fraqueza da economia global e a crise de dívida européia.

Vodafone busca parcerias
Um dos principais planos da Vodafone, operadora de telefonia celular, é a expansão em mercados de rápido crescimento na Ásia e na América do Sul por meio de novas parcerias para atender a clientes internacionais. A empresa britânica buscará novos acordos com operadoras locais para ampliar sua presença, ao mesmo tempo em que evitará aquisições caras e altos investimentos. Acordos de parceria com operadoras locais permitem ao grupo oferecer conectividades a clientes internacionais. Algumas operadoras podem adotar a marca da Vodafone, enquanto outras oferecem produtos próprios.
Analistas afirmaram que o movimento faz bastante sentido e que as parcerias garantirão aos investidores que o grupo está mantendo uma postura mais moderada rumo à expansão, após anos de aquisições agressivas em mercados como a Índia. A companhia anunciou uma nova parceria na Polinésia Francesa e espera firmar novos acordos em outros locais da Ásia e da América do Sul este ano em diante. As principais operadoras nessas regiões incluem Telefónica, América Móvil, e SingTel, de Cingapura.

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Checo sugere que a Grécia abandone euro
Miroslav Singer, presidente do Banco Central checo, defende que a única solução para superar a crise é a Grécia sair da Zona Euro. Em entrevista ao jornal Hospodarske Noviny, declarou: “Se não existe vontade de dar à Grécia muito dinheiro dos fundos estruturais europeus, não vejo outra solução que não seja a saída da Zona Euro, e uma desvalorização massiva da nova moeda grega”. Singer criticou ainda os políticos europeus, considerando que perdem demasiado tempo a encontrar uma solução para o problema da Grécia, um país que representa apenas 2% da economia européia. E voltou a mostrar reticência em participar no empréstimo de 200 bilhões de euros para o Fundo Monetário Internacional, para apoiar os países mais endividados, assunto acordado na última reunião européia. Ele considera que a participação checa, de cerca de 3,6 bilhões, é desproporcional, pois é superior à participação da Polônia.

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