Quando má gestão se une ao corte de gastos

O Brasil está sob ameaça da urbanização da febre amarela, denuncia a Associação Brasileira de Saúde...

O Brasil está sob ameaça da urbanização da febre amarela, denuncia a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco). “Em área urbana, a febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, que tanto dano causa aos brasileiros, ao transmitir a zika, a dengue e o chikungunya. As dificuldades de controlar este vetor são conhecidas. No ritmo em que vem aumentando o número de casos de febre amarela silvestre em humanos, torna-se assustadora a possibilidade de haver uma epidemia urbana da doença, na medida em que mais de 90% das cidades do país encontram-se infestadas por este vetor. Caso haja transmissão pelo Aedes aegypti em áreas urbanas, além das mortes que fatalmente ocorreriam até se detectar o problema e realizar um amplo bloqueio vacinal, o real controle da situação exigiria um enorme esforço e imenso quantitativo de vacinas para se proteger as populações residentes nas áreas urbanas infestadas”, alerta a entidade.

No ano passado, a Abrasco fez um apelo ao Ministério da Saúde para que organizasse e coordenasse o combate à febre amarela. Doze meses depois, muito pouco foi feito, e o país está novamente em emergência por causa da doença. A vacinação em massa ensaiada no início de 2017 foi logo abandonada. Agora novamente improvisa-se. Faltam vacinas, pessoas para aplicar, estrutura de distribuição e armazenamento. Pode-se dizer que ter ficado deitado em berço (nada) esplêndido é uma característica do brasileiro, mas o que ocorreu nas esferas de governo foi um misto de desorganização, incompetência e, principalmente, cortes no orçamento.

A Abrasco reforça que a ameaça da urbanização da febre amarela nos obriga a definir políticas de curto e médio prazo para prevenir futuros surtos. “Prioritariamente, faz-se necessária a vacinação seletiva, imediata e abrangente das populações residentes ou que visitam as áreas onde estão ocorrendo casos”, preconiza, entre outras medidas urgentes. “Estas ações devem ser seguidas de uma análise criteriosa da cobertura vacinal atual e de uma política agressiva de imunização de toda a população em áreas de risco. Desta forma será possível reduzir o risco de uma epidemia urbana de febre amarela e deter a sucessão de mortes evitáveis. Como política de longo prazo, urge reforçar a capacidade de produção de vacinas mais seguras, ou seja, menos reatogênicas (menor reação) à febre amarela”, finaliza a entidade.

 

Tiro no pé – 1

A Veja errou na mão ao fazer na capa um paralelo entre a foto de Lula preso pela ditadura, em 1980, e uma montagem do ex-presidente "preso" agora. Reforçou o discurso de que a condenação e possível prisão são fruto de um golpe.

 

Tiro no pé – 2

Marqueteiros têm cada vez mais no bolso e menos na cabeça. A imagem de Temer dando uma nota de R$ 50 após ser saudado (em forma de entrevista) por Silvio Santos fala por si só.

 

Tiro no pé – 3

Ao recorrer à justiça para garantir o pagamento de auxílio-moradia para si e sua esposa (também juíza), o juiz federal de primeira instância Marcelo Bretas mostra que a luta pela moralidade pública não vai além da página 3. O pedido, negado pelo CNJ, foi concedido pelos seus pares que decidiram sobre a ação impetrada pelo juiz responsável pelos casos da Lava Jato no Rio.

 

Rápidas

A CCR ViaOeste abre processo seletivo para contratação de empregados por meio do Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência (PcDs). Os candidatos interessados podem enviar currículos para [email protected] *** A Transparência Internacional apresenta nesta terça-feira, em São Paulo, o estudo “Transparência em Relatórios Corporativos: as 100 Maiores Empresas e os 10 Maiores Bancos Brasileiros”. É a primeira que a pesquisa analisa exclusivamente companhias brasileiras *** A Associação dos Advogados de São Paulo (Aasp) comemora, nesta terça-feira, 75 anos de fundação *** A Fiesp divulga nesta quarta-feira o resultado do Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria de novembro e dezembro e as perspectivas econômicas dos empresários em janeiro *** Rodrigo Navarro assume em 1º de fevereiro a presidência da Associação das Indústrias dos Materiais de Construção (Abramat). Ele substitui Walter Cover, que esteva a frente da instituição por quase sete anos *** O Conselho de Administração do Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon) elegeu Francisco Sant’Anna presidente da entidade para a gestão 2018–2020.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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