A Foreign Policy publicou na sexta-feira (13) o artigo “Os custos econômicos da Guerra do Irã, em números”, com o subtítulo: “De munições multimilionárias a preços do petróleo em alta, veja quanto a guerra está custando”, de autoria de Maxine Davey e Eli Wizevich, pesquisadoras editoriais da publicação.
Somente nos primeiros 2 dias os EUA disseram ter usado, nos ataques ao Irã, munições no valor de US$ 5,6 bilhões. Pouco perto dos efeitos que a guerra está causando na economia mundial.
Os contratos futuros de barril de petróleo Brent passaram de US$ 100, alta de cerca de 40%. Os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram para mais de US$ 3,50 por galão, em média, o que representa um acréscimo de US$ 0,50 em relação ao ano passado.
Os Estados do Golfo tiveram perdas acentuadas com a redução nas exportações de produtos petrolíferos e gás natural liquefeito (GNL). “O grupo de consultoria Wood Mackenzie estima que a Arábia Saudita perdeu a maior parte da receita (US$ 4,5 bilhões) desde o início dos ataques, segundo o Financial Times.”
Com o Irã controlando a passagem no Estreito de Ormuz, por onde normalmente passa 20% do petróleo mundial, cerca de 500 petroleiros, 500 navios porta-contêineres e seis navios de cruzeiro ficaram presos em ambos os lados do canal, informou o jorna britânico The Guardian. Estima-se que 22 embarcações civis operando na região foram atacados pelo Irã desde o início da guerra.
Até 11 de março, mais de 46 mil voos de entrada e saída do Oriente Médio haviam sido cancelados, com ataques aos aeroportos da região, especialmente Dubai, um dos maiores hubs do planeta e considerado o mais movimentado (ou em 2º lugar, dependendo da fonte) do mundo.
“Os preços dos combustíveis para aviação subiram ainda mais rápido que o do petróleo. Esse custo será repassado aos consumidores globais, à medida que as companhias aéreas anunciam aumentos nas tarifas e horários reduzidos”, alerta o artigo de Davey e Wizevich.
Mas o número mais trágico é o da perda de vidas humanas. Ao menos 1.444 iranianos haviam sido mortos até 13 de março, segundo o Ministério da Saúde do Irã, incluindo pelo menos 168 crianças que foram mortas em um ataque atribuído aos EUA a uma escola primária – um crime de guerra.
O bombardeio israelense ao Líbano já matou mais de 600 pessoas e deslocou mais de 800 mil. Os ataques do Irã na região, assim como os ataques do Hezbollah, mataram mais de 60 pessoas e feriram centenas de outras. E 13 militares dos EUA morreram.
Brasil não é um projeto fracassado
“O Brasil é frequentemente analisado no tempo curto da política, das crises econômicas e das disputas ideológicas”, afirma Cláudio da Costa Oliveira no livro Brasil uma civilização do futuro, que propõe algo diferente, ao fazer uma análise para o tempo longo da história das civilizações.
O livro sustenta que nenhuma nação se constrói em décadas e que energia, poder e organização econômica são os verdadeiros fundamentos do desenvolvimento.
O autor demonstra que o Brasil não é um projeto fracassado. É uma civilização em formação: “Este não é um livro de denúncia; não é um manifesto partidário; é uma reflexão estrutural sobre tempo, energia, soberania e futuro. O Brasil pode ainda não ser uma nação plenamente consolidada, mas possui todos os elementos para se tornar uma civilização relevante no século 21. A questão não é se o Brasil tem recursos. A questão é se compreenderá seu próprio papel histórico.”
Rápidas
Beatriz Reis S. Neris é coautora do livro A Essência da Influência: Os Segredos dos Top Voices de Negócios, obra que reúne mais de 20 especialistas para redefinir a influência no universo B2B. O lançamento será na Drummond Livraria, em 2 de abril *** A escritora e palestrante Carmen Alves Schwertfeger assumiu a Diretoriaa Cultural Executiva do Núcleo Suíça da Rede Sem Fronteiras.

















