Quanto tempo durará o trabalho em casa?

Alguém ainda dirá: ‘Reabra os escritórios de novo, Sam’.

Luke, eu sou seu pai”. Não, Darth Vader nunca disse esta frase na saga Guerra nas Estrelas (Star Wars, para os mais jovens). Tampouco Ingrid Bergman falou “Toque de novo, Sam” em Casablanca (clássico de 1942 que quem não assistiu precisa pôr na lista de final de quarentena).

Jim Rapoza, diretor de Pesquisa e TI da Aberdeen, utiliza as duas frases famosas que nunca foram ditas, mas que todos repetem regularmente, para fazer um paralelo com a “certeza óbvia” de que todas as cargas de trabalho estão sendo movidas para a nuvem, e que as empresas, principalmente as de pequeno e médio porte, não precisariam mais de nenhuma infraestrutura local.

Na verdade, a pesquisa da Aberdeen mostrou que, nos últimos três anos, as empresas aumentaram o uso de servidores e infraestrutura no local. Isso vale até mesmo para empresas de ponta. As implantações que usam nuvem privada e sistemas no local quase dobraram, enquanto as cargas de trabalho na nuvem pública diminuíram 25%.

Portanto, apesar das expectativas e previsões de que tudo estaria na nuvem agora, estamos vendo o oposto. Na verdade, mais cargas de trabalho estão migrando para instalações no local e estão usando tecnologias que permitem a integração e o trabalho efetivo com a nuvem, criando infraestruturas de TI mais dinâmicas, ágeis e resilientes”, conclui Rapoza.

Tanta introdução é para fazer um paralelo com o teletrabalho (ou home office, para os fãs de termos em inglês), que deixa de ser um nicho e passa ao papel principal em empresas de serviços, turbinado pela experiência durante a quarentena. Será?

As empresas veem no sistema uma forma de redução de custos; os trabalhadores, ganho do tempo gasto na condução e menos pressão. Mas há um quê de modismo, e, se ninguém sabe como será o “novo normal”, se é que ele existirá, apostar no trabalho em casa é precipitado. Como mostra o texto de Rapoza, convicções mudam como nuvens no mundo corporativo.

 

Gorjeta via app

Começou a tramitar na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) o Projeto de Lei 2.854/2020, do deputado Capitão Paulo Teixeira (Republicanos), o qual dispõe que os entregadores de comida através de aplicativos deverão ser equiparados a garçons e receber 10% do valor da compra. Já os demais profissionais que entregam mercadorias diversas receberão 5% do total da compra.

Mas o ônus não recairá sobre as empresas de entrega que se escondem atrás de aplicativos e faturam milhões: “Quando vamos ao restaurante, pagamos a taxa de serviço que é repassada aos garçons. A ideia é garantir o mesmo percentual ao entregador da comida, que sequer possuem vínculo empregatício com as empresas que administram os aplicativos’, argumenta o autor.

A íntegra do projeto pode ser lida aqui.

 

Tiro no pé

Bancos inundaram as mídias destacando apoio durante a pandemia. Longe dos holofotes, inundam os clientes com tarifas. Dois bancões iniciaram em abril cobrança de tarifa de manutenção de contas universitárias, que são – ou eram – isentas. Nubank, Inter e PagBank aplaudem.

 

Rápidas

O artista plástico pernambucano Maurício Arraes ganhou uma exposição de parte de seu acervo no Facebook. A iniciativa é do Portal Consultoria em Turismo e da Fundação Cesgranrio, com apoio da Sérgio Castro Imoveis e da Nice Via Apia Turismo, com curadoria de Bayard Boiteux e Viviane Fernandes. O link da exposição está aqui *** A Digisystem ainda tem 85 vagas – das 380 vagas divulgadas em maio – a serem preenchidas, em São Paulo e no Rio de Janeiro, para pessoal de TI. A remuneração varia de R$ 1.500 a R$ 14 mil. Inscrição no site da companhia *** A Aasp realizará na quarta-feira, 17h, o webinar “ITCMD e as alterações previstas no Projeto de Lei 250/2020”, que majora progressivamente as alíquotas. Inscrições aqui *** Thiago Badaró, advogado especialista em direito condominial, ministra, a partir da terceira semana de julho, o Curso Prático de Direito Condominial. Inscrições aqui *** A série Grandes Personalidades da História do Nordeste, da Fundação Joaquim Nabuco, reflete sobre o Padre Cícero (1844–1934) nesta quinta-feira, com o escritor Gilmar de Carvalho e o jornalista Xico Sá. O evento será transmitido no canal oficial da instituição no YouTube.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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