Quarentena aumentou buscas por EAD em cerca de 70%

Segundo dados levantados, formações mais procuradas são Administração, Gestão de RH, Biomedicina e Ciências Contábeis.

Conjuntura / 15:31 - 22 de abr de 2020

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Devido às medidas de isolamento adotadas em todo o país, as pessoas estão explorando novas formas de se qualificar sem sair de casa. É o que aponta levantamento realizado pela Catho Educação. Segundo a pesquisa, a plataforma registrou um aumento de 68% em matrículas para cursos por educação à distância (EAD) ou semipresenciais, entre o período de 21 de março e 6 de abril.

Ainda de acordo com o levantamento, as primeiras semanas de quarentena já apontaram crescimento. Entre 3 e 20 de março, a plataforma já havia registrado acréscimo 44% na procura por cursos a distância.

Dentre as disciplinas mais procuradas estão: Administração, Gestão de RH, Biomedicina, Ciências Contábeis e Logística.

De acordo com Fernando Gaiofatto, gerente da Catho Educação, as pessoas têm buscado na qualificação alternativas para sair da crise ainda mais preparadas para o mercado de trabalho pós-pandemia. Além disso, o profissional identifica o momento como ideal para testar outros formatos na execução de tarefas, inclusive, estudar e adquirir novas habilidades.

"Além do baixo custo, em comparação aos modelos tradicionais de ensino, os cursos EAD têm sua metodologia de enfoque maior na prática profissional, ideal para uma aprendizagem à distância. No atual cenário, o ensino pode ser encarado também como oportunidade, não só de qualificação mas também de adaptação às circunstâncias", afirma.

Ainda de acordo com outro levantamento da Catho Educação, o mercado de trabalho está mais aberto em relação a candidatos com cursos à distância, comparado há alguns anos. Segundo a pesquisa, para 79% dos recrutadores, o formato de qualificação - seja EAD ou presencial - não é critério determinante de avaliação para recrutar profissionais.

"A pesquisa reforça que a grande dificuldade dos recrutadores está em encontrar profissionais qualificados para preencherem as vagas. De acordo com 81,5% desses entrevistadores, esse é o ponto de avaliação imprescindível para contratação", explica Gaiofatto.

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