Quase 4 em 10 paulistanos não trabalharam no dia 10 devido à enchente

Para os que conseguiram se deslocar, o principal meio de transporte foi o ônibus (57%), seguido do metrô (29%).

São Paulo / 12:47 - 27 de fev de 2020

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As fortes chuvas da última semana, dia 10, mudaram a rotina dos paulistanos, principalmente, no deslocamento para o trabalho, é o que confirma levantamento realizado pela Ticket. A marca de benefícios de refeição e alimentação da Edenred Brasil, obteve a resposta de mais de 580 usuários em seu aplicativo, que relataram dificuldades de locomoção na cidade em razão das enchentes, sendo que 37% deles, afirmaram não ter conseguido chegar ao trabalho.
Para os paulistanos que conseguiram se deslocar, o principal meio de transporte foi o ônibus (57%), seguido do metrô, que foi a alternativa para 29% dos trabalhadores. O tempo do percurso também foi uma das dificuldades relatadas, sendo que 32% levaram de duas a três horas, e 6% quatro horas ou mais para chegar ao trabalho. Uma grande mudança na rotina do público participante da pesquisa, que afirmou que em dias normais gasta no deslocamento menos de uma hora (43%), ou até no máximo uma hora para chegar ao seu local de trabalho (39%). Outro aspecto revelado pela pesquisa foi que 52% dos respondentes encontraram o restaurante ou a lanchonete que costumam frequentar fechado, por falta de funcionários.

Já estudo produzido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) aponta que as chuvas de fevereiro provocaram um prejuízo de R$ 203 milhões para o varejo na Região Sudeste do Brasil, uma das mais castigadas pelas tempestades.

São Paulo foi o estado mais afetado, com prejuízo de R$ 122,9 milhões no mês. Sua capital, por exemplo, foi a cidade da região com maior precipitação de chuvas, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), registrando número 41% acima da média de chuva para o mês.

O Rio de Janeiro aparece na sequência, com prejuízo de R$ 46,4 milhões no período, seguido de perto por Minas Gerais (R$ 34,2 milhões de perda). Só na cidade do Rio, dos 33 pontos monitorados pela Prefeitura, 24 acumularam mais de 200 mm de chuva nos dias observados. Já em Belo Horizonte, a chuva acumulada faz do mês o fevereiro mais chuvoso em 16 anos.

"Apesar de sazonais, as chuvas fortes tendem a afetar muito o comércio e serviços no país, pois prejudicam tanto o acesso dos clientes quanto o funcionamento dos estabelecimentos", ressalta o presidente da CNC, José Roberto Tadros.

O economista responsável pelo estudo, Fabio Bentes, explica que o prejuízo corresponde a um mês de crescimento perdido.

"O número calculado de R$ 203 milhões corresponde a mais ou menos 0,5% do faturamento do varejo no período. Essa foi a taxa média de crescimento das vendas nos últimos sete meses", afirma Bentes.

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