Quase 80% compraram via app de loja no último ano

Segundo pesquisa da CNDL, SPC Brasil e Sebrae, 46% dos consumidores utilizaram o WhatsApp para realizar compras.

O uso de aplicativos e de redes sociais pelos consumidores para a realização de suas compras têm crescido significativamente nos últimos anos. É o que aponta pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com o Sebrae. Só nos últimos 12 meses anteriores à pesquisa, oito em cada 10 (79%) internautas fizeram alguma compra usando aplicativos de lojas, um aumento de 18 pontos percentuais em comparação ao estudo realizado em 2019. Quanto aos produtos mais comprados pelos internautas via aplicativos de loja nesse período, comidas e bebidas por delivery (65%) lideram o ranking, um aumento de 38 pontos percentuais em comparação a 2019. Em seguida, aparecem os serviços de transporte (48%) e moda e vestuário (35%).

Outra tendência que vem sendo percebida é o peso das redes sociais na decisão de compra dos brasileiros. Impactados pelos anúncios de grandes varejistas e até mesmo pequenas lojas, e procurando por maior praticidade, 40% dos entrevistados disseram ter adquirido produtos e serviços pelas redes sociais nos últimos 12 meses anteriores à realização da pesquisa.

Entre as principais razões, destacam-se: rapidez e praticidade (42%); conseguir interagir e tirar dúvidas com o vendedor (42%, principalmente entre as mulheres e com aumento de 14 pontos percentuais em relação à 2019); encontrar os melhores preços e ofertas do mercado (39%); e ser atraído pela publicidade (36%).

A pesquisa também mostra que comidas e bebidas por delivery (47%) foram os itens mais adquiridos pelas redes sociais, um aumento de 20 pontos percentuais em relação a 2019. Já os produtos de moda e vestuário (40%) ficaram em segundo lugar no ranking, seguidos por cosméticos, perfumes e produtos para o cabelo (36%).

Aplicativo com maior número de usuários no país, o WhatsApp extrapola a comunicação pessoal e em grupo. Dados do levantamento revelam que metade dos consumidores entrevistados (46%) realizou alguma compra pelo aplicativo nos 12 meses anteriores à pesquisa, um crescimento de 28 pontos percentuais em relação ao estudo realizado em 2019. Entre os motivos pelos quais utilizaram o WhatsApp para consumo, 41% destacaram a maior facilidade e rapidez do que pessoalmente ou por ligações, poder comprar sem sair de casa (37%, aumento de 14% em comparação a 2019), possibilidade de receber imagem e vídeos dos produtos/serviços (37%), e possibilidade de acessar as informações armazenadas nas conversas (35%).

Para 88% dos entrevistados, o WhatsApp é uma boa forma de comunicação entre eles e as empresas, especialmente para: tirar dúvidas ou receber suporte técnico (65%), agendar horários de atendimento (47%) e receber promoções (41%).

Os serviços de entrega por aplicativos também aparecem como uma importante ferramenta para os consumidores. De acordo com o levantamento, 92% dos entrevistados já utilizaram ou utilizam os serviços de algumas das empresas de entrega sob demanda por aplicativos, um crescimento de 26 pontos percentuais em comparação a 2019, principalmente o iFood (80%), o Uber Eats (58%) e o Rappi (39%). O principal motivo para o uso dos serviços é a compra de comida por delivery (83%), seguido da compra de itens de supermercado (34%) e para a coleta ou entrega de produtos em geral (26%).

Já dados do índice MCC-ENET, levantamento desenvolvido pela Neotrust – Movimento Compre & Confie Comitê em parceria com o Comitê de Métricas da Câmara Brasileira da Economia Digital (camara-e.net) mostra que a Região Sudeste do país teve um aumento de 6,97% nas vendas praticadas pela internet, nos primeiros seis meses do ano. Considerando o mesmo período, o faturamento do setor registrou alta de 17,51%.

Considerando o mesmo período de vendas, o Sudeste ficou em penúltimo lugar comparando com as demais regiões, na frente somente do Sul (19,83%). As demais regiões tiveram o seguinte desempenho: Nordeste (28,37%); Centro-Oeste (28,18%); Norte (21,39%). Na composição de vendas online, por região, usando a comparação entre junho e maio, novamente o Sudeste ficou em penúltimo lugar (-1,69%), na frente do Norte (-3,43%). As demais regiões configuraram da seguinte forma: Sul (2,88%); Centro-Oeste (-0,97%); e Nordeste (-1,59%).

Ao observar a métrica de faturamento do setor, junho e maio, desta vez, o Sudeste ficou em segundo lugar na comparação regional, com variação negativa de (-1,90%), na frente do Sul, com alta de (2,69%). A composição regional ficou da seguinte forma: Nordeste (-1,91%); Centro-Oeste (-3,82%); e Norte (-5,72%). No acumulado do ano, os dados foram: Nordeste (38,14%); Centro-Oeste (36,42%); Sul (30,99%); Norte (27,55%); e Sudeste (17,51%).

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