Quase metade dos empresários buscou crédito em alguma instituição

Dentre os que optaram por não, 23,3% precisam, mas disseram não haver confiança da sobrevivência da empresa à crise.

Rio de Janeiro / 12:58 - 12 de ago de 2020

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A crise econômica provocada pelo coronavírus afetou duramente a economia nacional e, mais fortemente, a atividade econômica fluminense, que vinha vivenciando, até então, uma retomada. Para entender melhor os reflexos financeiros da pandemia nos setores de comércio e serviços, o Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises (IFec-RJ), da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Rio de Janeiro realizou levantamento com 626 empresários do estado do Rio de Janeiro.

A pesquisa quis ouvir dos empresários se eles buscaram ou pretendiam buscar crédito junto a alguma instituição financeira no mês de julho, em função dos impactos do distanciamento social nos negócios. A sondagem mostrou que 46,2% dos empresários do setor devem buscar algum tipo de crédito. Ou seja, 5 em 10 empresários entrevistados pretendiam ir a alguma instituição financeira para tomar recursos emprestados.

Diante do percentual de empresários que não tinham a intenção de procurar por crédito, o IFec-RJ procurou entender os motivos pelos quais não pretendem tomar essa decisão. Para 23,3% dos consultados, não faz sentido tomar dinheiro emprestado se não tem confiança que vão sobreviver à crise. Outros 14,6% precisam, mas estão inadimplentes; e 11,9% disseram precisar, mas que não gostam de tomar dinheiro emprestado. Cerca de 9,6% necessitam, mas acreditam que as taxas de juros são altas; e 9,1% vêem excesso de burocracia para tomada de empréstimo. Apenas 27,4% dos pesquisados que não vão tomar crédito informaram não precisar de crédito, uma vez que suas empresas estão saudáveis.

A quarentena/isolamento e o fechamento obrigatório do comércio não essencial, que se prolongou por quase 100 dias, fez crescer a procura por compras virtuais. Na última pesquisa com consumidores, o IFec-RJ identificou que as compras virtuais já fazem parte da rotina de 1,6 milhão de fluminenses. Diante dessa demanda, os empresários passaram a ver no comércio digital uma forma de manter os negócios e até ampliar as vendas.

O novo levantamento mostra que durante o isolamento social, 21,1% dos empresários do setor de comércio e serviços desenvolveram alguma plataforma para dar continuidade aos negócios, o equivalente a aproximadamente 101 mil empresas. Outros 37,8% afirmaram já estarem presentes no mundo virtual. No total, 58,9% dos empresários do comércio estão de alguma forma, conectados à internet. Entretanto, o estudo também mostrou que 41,1% dos comerciantes ainda não estão no mundo digital.

Por outro lado, o levantamento comprova que outras estratégias de divulgação e promoção estão sendo adotadas para melhorar as vendas após o isolamento social, entre elas: promoções, propaganda, marketing digital, mídias sociais, entre outros.

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