Quase todo o auxílio emergencial é usado para comprar comida

Com o retorno do novo auxílio emergencial, a Associação de Supermercados do Estado do Rio de Janeiro (Asserj) fez uma pesquisa com os beneficiários do programa. Quase 90% dos entrevistados disseram que usam mais de 75% do valor para comprar comida. O levantamento da Associação de Supermercados do Rio apontou ainda que 95% das famílias pretendem comprar somente alimentos da cesta básica, como arroz, feijão, óleo, macarrão, farinha.

De acordo com Fábio Queiróz, presidente da Asserj, a pesquisa mostra o impacto do auxílio emergencial nas vendas do varejo, e o fôlego necessário para a população com o retorno do benefício, fundamental para o suprimento das necessidades básicas.

“A gente percebe que o consumidor tem levado para casa apenas o básico, aquilo que garante a alimentação dentro de casa. Para a maioria das famílias, itens como guloseimas, biscoitos e iogurtes têm ficado de fora do carrinho”, diz Fábio.

Ainda de acordo com a pesquisa, para 98% dos entrevistados, o valor do benefício não supre completamente a necessidade de alimentação das famílias.

De acordo com a pesquisa, 70% dos entrevistados utilizam o valor restante para pagamento de contas, como aluguel, luz e água. Quase 20% dos beneficiários usam o dinheiro que sobra na compra de medicamentos.

Já em São Paulo, a primeira quinzena de abril foi de queda de 30,7% para o varejo paulista, segundo dados preliminares do Balanço de Vendas da Associação Comercial (ACSP). O recuo na movimentação é explicado pelas medidas restritivas anunciadas pelo Governo de São Paulo, que colocou todo o estado nas fases emergencial e vermelha, impedindo a abertura de lojas e comércios considerados “não essenciais”.

Dados da Boa Vista mostram que o movimento na primeira quinzena foi bastante fraco em virtude das restrições de funcionamento do “comércio não essencial”. Comparado com o mesmo período de abril do ano passado, observa-se que houve recuperação de 60% do que foi perdido em abril de 2020, mas ainda assim ficou 40% abaixo de abril de 2019.

Leia também:

Aumento dos juros engole o auxílio emergencial

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