Quatro empresas chinesas gastarão US$ 8,1 bi para sair dos EUA

Trata-se do maior valor em 1 ano desde 2015.

Acredite se Puder / 17:45 - 17 de jun de 2020

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As empresas chinesas começaram a sair das bolsas norte-americanas, pelos seguintes motivos: a) tensões crescentes entre os governos de Pequim e Washington; b) sentimento negativo sobre tudo o que é relacionado à China; e c) a pandemia de Covid-19 fez com que algumas parecessem relativamente subvalorizadas. A última deslistagem foi a da 58.com Inc., maior empresa de classificados online da China, cujos controladores, para fechar o capital, na segunda-feira, concluíram acordo com o grupo liderado pelas companhias de private equity Warburg Pincus e General Atlantic. Na semana passada, o chinês Pony Ma, da Tencent, arrecadou US$ 1,1 bilhão de investidores para que o Bitauto, site da venda de carros, abandone a listagem da Nasdaq.

Assim, desde janeiro deste ano, com esse objetivo, já foram anunciadas aquisições de US$ 8,1 bilhões. Esse é o valor mais alto anual desde 2015, quando foram dispendidos US$ 29,8 bilhões para a saída de várias empresas. O presidente dos EUA, Donald Trump, defende um exame mais rigoroso das empresas chinesas após escândalos contábeis, incluindo o da Luckin Coffee. A Nasdaq planeja novas regras para dificultar as ofertas públicas iniciais.

 

STF prejudica MG, Localiza, Unidas e Movida

O STF aprovou uma decisão que obriga as locadoras a pagar o IPVA no estado em que operam e não mais na unidade administrativa onde o veículo foi adquirido. A medida pode trazer impactos negativos para as locadoras, visto que o setor concentra 72% de suas compras de carros no estado de Minas Gerais, onde a alíquota do imposto é 1%, e a média ponderada no Brasil é de 1,1%.

Para os analistas do Santander, se essa regra for implementada após todos os recursos, Localiza, Unidas e Movida enfrentarão duas consequências negativas: a) a enorme complexidade fiscal adicionada às operações das empresas; e b) 0,17% de aumento potencial de impostos para as companhias, o que significará R$ 38 milhões, ou 2,6% do lucro líquido.

Os da XP Investimentos também veem na medida possíveis prejuízos para as locadoras de veículos, tendo impacto negativo sobre as suas despesas e redução nas margens, pois o IPVA é uma despesa anual recorrente, e hoje as companhias pagam de forma geral uma alíquota reduzida, próxima de 1%, enquanto que em São Paulo, as alíquotas estaduais variam entre 1,5% e 4%, conforme o tipo de veículo e o combustível.

 

Ação da Oi pode subir 111%?

A InfraCo., empresa que será criada para atuar em infraestrutura de telecomunicações da Oi, valerá R$ 20 bilhões, e a Oi herdará dívida líquida de R$ 3,6 bilhões. Assim, a operadora que surgirá da reestruturação, segundo os analistas do BTG Pactual, será 11% mais valiosa que hoje em dia. Essa estimativa é com base nos números que a companhia incluiu no plano que será discutido na assembleia de credores. Os especialistas da instituição estimam que o valor de mercado da Oi é R$ 5,83 bilhões, e após a reestruturação a companhia deterá 74,5% das operações de infraestrutura para telecomunicações e dados, que passará a ser o foco do grupo, por meio da criação de uma sociedade de propósito específico que segregará esses ativos. Assim, concluem que a Nova Oi valerá R$ 12,3 bilhões, ou 111% mais que a cotação atual.

 

Testes na China podem atrasar carnes

O porto de Tianjin, na costa norte da China, está testando todos os lotes de contêineres que chegam ao país. Como isso provocará atrasos, importadores chineses e exportadores brasileiros de carnes já começam a dar sinais de preocupação. Para os analistas do Bradesco BBI, são necessárias mais informações sobre as regras atuais para inspeção, com clareza para não afetar o acompanhamento só setor de proteínas. Por enquanto, mantiveram a classificação da JBS como acima da média do mercado e objetivo em R$ 32, enquanto ficaram como neutras a Marfrig e BRF, com objetivo em respectivamente em R$ 15 e R$ 25.

 

Cade aprova compra da Nakata

Em 17 de dezembro, o Conselho da Randon aprovou a compra da Nakata pela Fras-Le por R$ 457 milhões. Somente agora, a Superintendência do Cade aprovou o acordo sem restrições.

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