Queda de placa no MorumBis gera ação contra São Paulo e Conmebol

Caminhoneiro fica ferido após ser atingido em jogo pela Conmebol no MorumBis, estádio do São Paulo, e pede indenização.

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Estádio do Morumbi - MorumBis
Estádio do Morumbi - MorumBis (foto de Arne Müseler, Wikipedia, CC3)

Um acidente ocorrido no Estádio do Morumbi (MorumBis), em São Paulo, durante partida da Copa Libertadores em 15 de maio de 2025, resultou em ferimentos severos em um pai e seu filho e motivou o ajuizamento de ação de indenização por danos morais e materiais, com pedido de tutela antecipada de urgência. A ação foi proposta pelo advogado Eduardo Lemos Barbosa, especialista em indenização, contra o São Paulo Futebol Clube e a Conmebol, entidades responsáveis pela realização do evento.

O torcedor Ivan Bezerra da Silva estava acompanhado dos filhos, Alexandre Edward Feitosa da Silva e Ryan Gabriel Feitosa da Silva, no setor térreo oeste do estádio, assistindo à partida entre o São Paulo e o Libertad. Durante a comemoração de um gol nos minutos finais, uma placa metálica desprendeu-se da estrutura e caiu diretamente sobre a família.

Em razão do peso e da velocidade da queda, Ivan sofreu fraturas graves no crânio de forma imediata, enquanto o filho Ryan também foi atingido. Após o impacto, Ivan perdeu a consciência diante dos filhos. Mesmo com a gravidade da situação, não houve socorro imediato, segundo o advogado da família.

Desesperado, o adolescente Alexandre invadiu o gramado em busca de ajuda. Ainda assim, o atendimento só teria ocorrido após o término da partida. Relatos indicam, inclusive, que o jovem foi contido por funcionários na tentativa de pedir socorro.

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Ryan foi encaminhado ao Hospital Campo Limpo com ferimentos e sangramento intenso. Já Ivan, em estado crítico, foi transferido durante a madrugada para o Hospital Israelita Albert Einstein, onde exames confirmaram afundamento craniano, exigindo cirurgia imediata. O quadro foi agravado por complicações respiratórias.

Ivan permaneceu sete dias desacordado e sofreu sequelas permanentes, incluindo limitações motoras, perda de memória, confusão mental e paralisia facial. Em decorrência dos ferimentos, Ivan tornou-se inválido para o exercício de sua profissão de caminhoneiro, ficando impossibilitado de dirigir e de retomar sua atividade profissional.

A incapacidade gerou impacto financeiro severo: sem renda, Ivan acumula dívida superior a R$ 130 mil referente ao financiamento de seu caminhão e depende de ajuda de terceiros para sobreviver.

A ação sustenta a responsabilidade objetiva e solidária dos réus, apontando falhas estruturais, ausência de manutenção adequada e deficiência nos protocolos de emergência. Também destaca que o evento era plenamente previsível diante das condições do local.

Com base nesses elementos, o advogado obteve êxito, em caráter de urgência, no pedido de pagamento de pensão mensal e plano de saúde, em razão da incapacidade permanente para o trabalho, o qual foi deferido pela Justiça. O processo segue em tramitação quanto aos demais pedidos, incluindo indenizações por danos morais, materiais e existenciais.

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