Queda do bitcoin era um movimento esperado

A criptomoeda bitcoin teve uma queda abrupta e se aproximou de US$ 34 mil nesta terça-feira, pela primeira vez em cinco meses. O recuo foi orquestrado pelas medidas adotadas pela China, ao restringir a compra, venda e mineração de bitcoin para estimular o iuane digital, sua própria criptomoeda controlada pelo Banco Central. Nesta terça-feira, 1 bitcoin valia R$ 166.189,10.

O banco central chinês divulgou um comunicado na segunda-feira (21), direcionado às principais instituições financeiras do país, exigindo que todas as transações e serviços que envolvam criptomoedas fossem suspensas imediatamente. Lembrando que a proibição se tornou oficial em meados de março. A interpretação do mercado é que essa nova queda possa acentuar o sentimento negativo sobre o mercado.

Conforme o comunicado do Banco Popular da China (PBOC), os bancos não devem fornecer produtos ou serviços, como a negociação, compensação e liquidação para transações envolvendo criptomoedas. O governo chinês também destacou que essas instituições precisam identificar as contas vinculadas a exchanges de ativos digitais e casas de câmbio e suspender suas atividades.

A existência do bitcoin (criptomoeda descentralizada, sendo um dinheiro eletrônico para transações ponto-a-ponto) é resultado de um processo de “mineração” que requer cálculos realizados em computadores, para verificar as transações, e muito consumo de energia.

Os bitcoins consomem anualmente mais energia do que toda a Argentina”, apontou um levantamento da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, divulgado em fevereiro deste ano. “Quanto mais sobe o preço da criptomoeda, maior é o consumo energético”, disse em entrevista à BBC Michel Rauchs, pesquisador no Centro de Finanças Alternativas de Cambridge, cocriador da ferramenta online que gera essas estimativas.

O CO-CEO da Foxbit, Ricardo Dantas, fez algumas observações à reportagem do Monitor Mercantil sobre o que representa essa nova onda negativa do Bitcoin (veja abaixo). A Foxbit é uma das maiores e mais antigas exchange de criptomoedas do mundo, atuando no Brasil com negociação em Bitcoin e outras moedas virtuais.

O bitcoin caiu abaixo dos US$ 30 mil nesta terça-feira, o que isso significa? Trata-se ainda da pressão da China?
– A pressão da proibição dos mineradores na China certamente influenciou no preço, porém a correção era um movimento esperado. Tivemos 6 meses de alta.
O senhor considera a queda uma “oportunidade” de os investidores compraram na baixa acreditando em uma recuperação mais à frente?
O bitcoin vem cada dia mais se provando (ex: El Salvador adotando como uma moeda local) e no longo prazo se mostrando um ótimo investimento. No longo prazo ainda têm uma tendência alta de crescimento.
Qual a sua opinião sobre esse tipo de oscilação?
Quem já está no mercado faz algum tempo sabe que este tipo de oscilação é normal e faz parte. Não é a primeira vez que o BTC (bitcoin) volta 60% a 70% do seu valor em 2 meses. O importante é conhecer o conceito por trás e saber o porquê vale a pena ter BTC.

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