Queiroz e parentes de ex-mulher de Bolsonaro são alvos do MP-RJ

Filha de Queiroz é ex-funcionária do gabinete de Flávio Bolsonarom que seria parte do esquema de 'rachadinha', comandado pelo pai.

Rio de Janeiro / 10:55 - 18 de dez de 2019

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) cumpre na manhã desta quarta-feira uma série de mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do ex-deputado estadual e atual senador Flávio Bolsonaro.

Entre os alvos estão endereços do ex-PM Fabrício Queiroz, que seria o responsável por um suposto esquema de rachadinha no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), e parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle.

As medidas cautelares foram pedidas na investigação sobre lavagem de dinheiro e peculato (desvio de dinheiro público) no gabinete do filho de Jair Bolsonaro na Alerj.

Segundo o site do jornal O Globo, uma equipe do MP esteve em um condomínio em Jacarepaguá, Zona Oeste do Rio, que seria o endereço de Evelyn Queiroz, filha de Fabrício. No local, no entanto, os agentes teriam sido informados que ela não mora mais lá. Evelyn é uma das ex-funcionárias do gabinete de Flávio Bolsonaro que seria parte do esquema de "rachadinha", comandado pelo pai.

Em Resende, no interior do Estado, agentes do MP cumprem mandados em endereços dos nove parentes de Ana Cristina Siqueira Valle que foram lotados no gabinete de Flávio entre 2003 e o ano passado. Estão na lista José Procópio Valle, ex-sogro de Bolsonaro, Andrea Siqueira Valle, ex-cunhada de Bolsonaro, além dos primos Francisco Diniz, Daniela Gomes, Juliana Vargas e os tios Guilherme dos Santos Hudson, Ana Maria Siqueira Hudson, Maria José de Siqueira e Silva e Marina Siqueira Diniz.

 

Operação Lava Jato - Policiais federais cumprem hoje 12 mandados de busca e apreensão na 70ª fase da Operação Lava Jato, chamada de Operação Óbolo. A ação busca coleta de provas para a investigação de crimes relacionados a contratos de afretamentos de navios pela Petrobras.

Dez mandados estão sendo cumpridos nas cidades do Rio de Janeiro, um em Niterói e outro em São Paulo. A Polícia Federal investiga o envolvimento de empregados da Diretoria de Abastecimento e Logística e da Gerência de Afretamentos da estatal petrolífera com atos de corrupção e lavagem de dinheiro. Também são investigadas pessoas e empresas que atuavam como intermediárias entre a estatal e as donas dos navios nesses contratos.

Segundo a PF, há suspeitas de que empresas tenham sido beneficiadas com informações privilegiadas acerca da contratação de navios para transporte de petróleo e derivados da Petrobras. Em troca dessas informações, que colocavam as empresas em vantagem competitiva, propinas eram pagas a funcionários da estatal.

As investigações mostram que três empresas estabeleceram mais de 200 contratos de afretamento com a estatal, entre os anos de 2004 e 2015, em valores que ultrapassaram R$ 6 bilhões.

 

Com informações do SRZD e da Agência Brasil

Siga o Monitor no twitter.com/sigaomonitor