31.3 C
Rio de Janeiro
quarta-feira, janeiro 20, 2021

Quem controla sua Polícia, governador Sérgio Cabral?

Final de quinta-feira, manifestação pacífica chegou ao final no Centro, cerca de 20 mil pessoas se dispersam. Entram em ação então a Polícia do Rio de Janeiro e um obscuro grupo de pessoas vestidas de preto. Começa a confusão. Um repórter de televisão filma uma caixa com coquetéis molotov na Av. Rio Branco (como se baderneiros levassem armas em engradados). A Polícia apreende os artefatos.
Um jornalista do MONITOR MERCANTIL assiste ao início dos confrontos num bar da Cinelândia. Liga para o jornal e conta o que está vendo. Calejado das manifestações na época da ditadura, afirma que nem no regime militar viu repressão tão violenta. Passados uns 15 minutos, a PM lança mais de 10 bombas dentro do bar onde o nosso colega se encontrava.
Ninguém duvida que há policiais a paisana infiltrados entre os manifestantes. Normal. Ninguém também é leviano a ponto de afirmar que policiais sem uniforme estão por trás das provocações. Mas não resta dúvida que a ação da Polícia do governador Sérgio Cabral precisa ser investigada e modificada imediatamente.
Em São Paulo, o destempero da Polícia colocou lenha nas manifestações. Talvez mais por isso do que pela correção de autoridade pública, o governador Geraldo Alckmin segurou a violência da repressão. No Rio de Janeiro, desde o primeiro protesto, a reação policial é desmedida. Como foi ao retirar os manifestantes acampados na porta do governador, há uma semana (só conseguiu engrossar o protesto).
Talvez do helicóptero em que se desloca pela cidade o governador Sérgio Cabral não veja nada disso. Mas é hora de controlar sua Polícia.

Veneno
O aumento da taxa básica de juros para 8,5% “é um novo golpe para os setores da economia que ainda pensam em investir. Tal medida não é a solução aos nossos problemas, a despeito do que podem afirmar alguns economistas, e ainda elevam os gastos com a dívida pública. Com o baixo nível de atividade econômica em que o Brasil se encontra, estamos na contramão de outros países que estão baixando as taxas de juros para reativar suas economias”, protesta o presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast), José Ricardo Roriz Coelho. Ele finaliza: “Será que querem baixar ainda mais o nível da atividade econômica?”

De grão em grão
Mais de 136 mil brasileiros foram contratados por microempreendedores individuais em todo o país nos últimos quatro anos; em 2012, foram mais de 70 mil. De acordo com o Sindicato das Empresas Contábeis do Rio (Sescon-RJ), os números mostram como a formalização pode desempenhar um importante papel sócio econômico. Os microempreendedores individuais podem ter até um funcionário.

Participação popular
Ariovaldo Rocha, presidente do Sinaval, que congrega a indústria naval, vê com bons olhos a discussão da reforma política, que pode ser uma forma de aumentar a participação popular nas grandes decisões do país. Rocha, que não é filiado nem apóia nenhum partido, faz questão de frisar que seu partido é o da indústria brasileira. Ele disputa a presidência da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) com a bandeira de fortalecer o desenvolvimento do estado e do país.

Opep da soja
Para tentar aumentar o poder de barganha dos países produtores de commodities, que não têm nenhuma força diante de especuladores e da poderosa China, principal destino de produtos como minério e soja, o presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB), José Augusto de Castro, sugeriu a criação de um bloco que seria uma espécie de Opep dos fornecedores de produtos primários, que coordenaria uma política de regularização de estoques.

Cliente manda
Para o Brasil, Castro é mais um a sugerir uma estratégia de desenvolvimento. “Não temos plano B. É só produzir e embarcar. Temos que valorizar nosso único trunfo. A China compra quando quer, pelo preço que quer”, resume.
 

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

É hora de radicalizar

Oposição prioriza impeachment, mas sabe aonde quer chegar?.

Soja ameaça futuro do Porto do Açu

Opção por commodities sobrecarrega infraestrutura do país.

Grande produtor rural não paga impostos

Agronegócio alia força política a interesses do mercado financeiro.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Exportação de cachaça para mercado europeu cresceu em 2020

Investimentos será de R$ 3,4 milhões em promoção; no Brasil, já cerveja deve ficar entre 10 e 15% mais cara em 2021.

UE planeja iniciar gastos de grande fundo de recuperação em meses

Incerteza econômica na Alemanha continua em 2021; economista mantém previsão de crescimento do PIB do país em +3,5%.

Exterior abre positivo e Copom no radar interno

Na Ásia, Bolsas fecharam sem sinal único; Hong Kong registrou avanço de 1,08%.

Índice Ibovespa futuro opera entre perdas e ganhos

No momento, o futuro do índice Ibovespa está em alta de 0,03% e o futuro do dólar está em queda de -0,34%.

Comportamento indefinido

Ontem, logo cedo, Europa seguia a trilha de alta dos mercados da Ásia, o mesmo acontecendo com o mercado americano.