Quem ganha

Segundo o deputado federal Ricardo Berzoini (PT-SP), a mudança no estatuto da Previ – fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil – “é uma obsessão do governo em retroceder em relação a algo mais avançado”. O estatuto paritário, em vigor desde 1997, vem permitindo a transparência das aplicações dos recursos do fundo. O parlamentar lembrou que a partir da implantação do atual estatuto acabaram os escândalos da época de Eduardo Jorge e Ricardo Sérgio. Para Berzoini, a disputa do fundo de pensão dos funcionários do BB é uma disputa de poder, já que o governo pensa em criar uma Agência Reguladora da Previdência Complementar, submetida ao Ministério da Fazenda, beneficiando as chamadas empresas abertas, controladas pelos grandes bancos e seguradoras.

Um dia
Duas pesquisas eleitorais feitas pelo Ibope, para dois diferentes clientes, divulgadas terça-feira e ontem, trazem o petista Luiz Inácio Lula da Silva na liderança folgada, porém com uma diferença de quatro pontos percentuais entre uma enquete e outra. A pesquisa feita para o Bank of America mostra o candidato petista com 38% das intenções de voto. No dia seguinte, o mesmo Ibope, para o cliente Premium Propaganda, dá Lula com 42%. A primeira pesquisa foi feita entre 17 e 19 de maio e a segunda entre 17 e 20 do mesmo mês. A se crer nos números, o presidenciável do PT perdeu 10% dos seus eleitores em apenas um dia.

Milongueiro
Ardoroso defensor da austeridade fiscal para seus compatriotas, o demissionário presidente do Banco Central da Argentina, Mario Blejer, age de forma bem diversa quando o que está em jogo são seus privilégios. Funcionário do FMI por 30 anos, Blejer se recusou a pedir demissão do órgão, limitando-se se licenciar do Fundo. Por bom$ motivo$. A manutenção dos laços orgânicos com o FMI devem lhe garantir rendimentos polpudos em futuro breve. Em média, os mesmos técnicos do FMI que vão à Argentina ordenar cortes devastadores de gastos para investimentos e salários embolsam US$ 12 mil por mês, noves fora generosas verbas para ajuda de custo para viagens internacionais.

Só milagre
Para além da confissão tucana de que candidato a vice-presidente bom é o do PMDB que vota contra os dogmas econômicos de Pedro Malan, a escolha de Rita de Camata de Cássia para a chapa de José Serra guarda, ao menos, coerência imbatível com a situação eleitoral do tucano. Como se sabe, Rita de Cássia é a padroeira das causas impossíveis.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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