Quem manda?

Diferentemente do que entendem alguns monetaristas, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, não errou de tom quando cobrou, em público, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles – “o mercado quer a queda dos juros, viu Meirelles?” – a redução para valer da Selic. Na verdade, Mantega errou foi de personagem. Deveria ter se dirigido ao chefe de Meirelles e perguntado: “Os juros vão cair, não é Lula?”

Rainhas da Inglaterra
Os conhecedores dos bastidores do poder em Brasília dizem que o ex-presidente Itamar Franco deixou de respeitar o então presidente FH depois que, após o tucano anunciar no seu programa eleitoral que a redução dos juros seria um dos principais compromissos do seu segundo mandato, o Banco Central, em seguida, elevar a taxa básica de juros (Selic). Itamar, que sempre manteve complexa relação de amor e ódio com FH, compreendeu ali que o tucano não decidia sobre os assuntos fundamentais do seu próprio governo.
Nove anos depois e apenas 48 horas após o presidente Lula anunciar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o BC reduziu a Selic em apenas 0,25, mantendo o Brasil na incômoda situação de, em tendo crescido mais apenas do que o Haiti nos últimos anos, insistir em ostentar os maiores juros reais do mundo. Poucas vezes Lula e FH estiveram tão próximos em suas impotências.

Intocáveis
Os defensores da independência do Banco Central precisam responder a uma questão da hora. Se o país discute os preços do trabalho (salários), da indústria, do comércio e dos serviços, por que não pode questionar os preços (juros) do dinheiro? Além disso, num país em que se cobra, com justa razão, transparência nas decisões de Executivo, Legislativo e Judiciário, como justificar que as reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) continuem sendo verdadeiras caixas pretas, sem acesso aos votos e argumentos dos nove integrantes daquele aparelho?

Cara a tapa
Se o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, junto com seus oito capas pretas, quer se arvorar o direito de impor um teto de 3,5% ao ano ao crescimento do país, por que não retoma sua filiação ao PSDB e se candidata a presidente da República?

Soterrado
O desmonte da Estação Pinheiros do Metrô de São Paulo não atingiu apenas as sete pessoas que perderam suas vidas e suas famílias e seus amigos. Junto, soterrou o conceito de parceria público-privada (PPP), que une petistas e tucanos. Como mostrado no episódio, embora contando com recursos públicos, os beneficiários das PPPs se pretendem fora da fiscalização do Estado.

Parceiros do Sul
“O governo americano trabalha com os países membros para fortalecer laços comerciais entre a região do Mercosul e os Estados Unidos. Grupos de trabalho já foram criados nos setores agrícola, industrial, comércio eletrônico, investimento e desenvolvimento em geral. Nós avaliamos esse tipo de iniciativa comercial internacional como mutuamente benéfica, tanto para os Estados Unidos, quanto para nossos parceiros do Sul”. A declaração é da cônsul geral dos Estados Unidos no Rio de Janeiro, Elizabeth Martinez.
Garante ela que o “objetivo dos Estados Unidos na América (continental) é promover governos democraticamente eleitos que gerenciem nações de forma responsável, expandindo oportunidades econômicas para a população e trabalhando de forma cooperativa com seus vizinhos.”
Apesar de “democraticamente eleito”, Hugo Chávez, da Venezuela, não parece preencher, aos olhos norte-americanos, a condição de “gerenciar nações de forma responsável”.

Parabéns
Cálculos da Secretaria municipal de Turismo revelam que entre 10 mil e 20 mil pessoas passam pela Feira de Embu das Artes aos sábados, domingos e feriados ou passeiam pela cidade – que no dia 31 de janeiro completa 38 anos – de segunda a sexta-feira. A feira ocupa 36 mil m² do município e reúne mais de 600 expositores.

Presidente
O empresário Miguel Ignatios foi eleito, por unanimidade, presidente da Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil (ADVB) para um mandato de três anos. Ignatios era presidente do Conselho Consultivo da entidade.

Artigo anteriorPACtóide
Próximo artigoE o salário ó….
Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

Artigos Relacionados

Entrega da Eletrobras representaria 0,05% da dívida

Saída do presidente da estatal deixou mercado financeiro certo de que privatização já era.

Incerteza da população ou dos mercados?

EUA e Reino Unido espalham suas expectativas para os demais países.

É hora de radicalizar

Oposição prioriza impeachment, mas sabe aonde quer chegar?.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Últimas Notícias

Ajustando o feriado

Ontem, pelo feriado em São Paulo, a Bovespa não funcionou, mas as ações brasileiras mostraram perdas.

Custo da construção sobe 0,93% em janeiro

Segundo a FGV, índice acumula inflação de 9,39% em 12 meses.

Bolsas operam mistas à espera de balanços de grandes empresas

Às 7h25, Bolsa de Paris se valorizava 0,94%.

Omissão em documento laboral deve ser resolvida na Justiça do Trabalho

Decisão afasta ações contra o INSS por possíveis erros cometidos pelas empresas.

Biden retoma restrições a viajantes que chegam do Brasil

Medida também afetará quem não é cidadão norte-americano que viaje a partir do Reino Unido e África do Sul.