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segunda-feira, janeiro 25, 2021

Quem manda

Prometida por FH pouco antes do protesto dos operadores da Bolsa de São Paulo, em 6 de setembro, a isenção da CPMF nas operações em bolsa de valores deverá ficar para 2002. Quem informa é o secretário da Receita Federal, Everardo Maciel. FH havia se comprometido a acabar com o imposto nas operações com ações até o fim de 2001.
Segundo o secretário, apenas 42% das operações nesse mercado sofrem a cobrança da CPMF. Se todos os negócios em bolsa fossem tributados, a arrecadação anual seria de R$ 600 milhões.

Conversibilidade
Em época de baixa temporada e com a debandada de turistas do gigantesco e assustado vizinho, o real está sendo ressuscitado no México. Artesãos e ambulantes que trabalham perto da Pirâmide Lua e Sol, na zona arqueológica de Teotihuacan, nas proximidades da cidade do México, estão oferecendo a visitantes brasileiros souvenirs a serem pagos em real. E, mais surpreendente, pelo valor de face.

Remunerada
O Itaú, a exemplo de outros bancos, está oferecendo a seus clientes a conta remunerada, onde os recursos que ficariam parados na conta corrente são aplicados no mercado financeiro. O duro é descobrir para quem vai a remuneração. O contrato de adesão, que legalmente é uma permissão para o banco administrar carteira de investimentos do cliente, fornece poucas garantias ao correntista. Diz apenas que a aplicação será conservadora, mas sem garantir formalmente que o cliente não perderá dinheiro. A título de taxa de administração, o banco ficará com a parcela de rentabilidade que exceder a 10% da taxa média dos depósitos interfinanceiros de um dia. A instituição também ganha driblando o compulsório do Banco Central. Para o correntista, o que sobra, não é nada, não é nada… acaba sendo quase nada.

Raridade
A Ótica Principal, localizada na Rua Buenos Aires, Centro do Rio de Janeiro, mantém em sua vitrine foto ampliada do tempo em que os bondes ainda circulavam (restam apenas os que trafegam no bairro de Santa Teresa). No veículo, que seguia trajeto do Centro até a Piedade (salvo engano o número da linha era 77), aparece um anúncio – à época chamava-se reclame – da própria ótica.

Diagnóstico
A incorporação à estratégia tucana de guerra contra suposta invasão bioterrorista da compra em quantidades bombásticas de remédios deveria deflagrar outra frente de batalha: o acompanhamento, com lupas especiais, das doações dos laboratórios convocados à guerra, improvável, a candidatos-estrategistas. Mas essa última já é portadora de outro tipo de vírus, não alcançável pelos remédios estocados. Muito ao contrário…

Divorciados
O último produto do jornalismo econômico virtual é o “descolamento do Brasil da Argentina”. Descolar, registram os dicionários, é desunir o que está unido. Como o que unia os dois países, a crônica dependência de capital externo, continua a uni-los, conclui-se que não são Brasil e Argentina os descolados, mas certo tipo de imprensa e a realidade.

Dogma
O apoio da Associação de Bancos da Argentina à decretação da moratória argentina, ainda que rebatizada com o empolado nome de reestruturação, demonstra que a fobia do economista Guido Mantega ao tema – diagnosticada como neurose oficial do PT – o coloca na posição de mais realista que a banca. Ainda que surpreenda aos que teimam em cobrar coerência da oposição – quando nada por mera fidelidade  etimológica – tal descompasso não é sequer inédito. Afinal, recém-convertidos costumam ser mais crédulos que os já iniciados.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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