Quem são os exterminadores de CNPJs (e CPFs)

Três em cada quatro pequenas empresas não conseguem ter acesso aos recursos teoricamente liberados pelo Governo Federal, mas que ficam retidos na burocracia, na falta de empenho dos bancos ou na ausência de confiança dos empresários na condução da economia. Dos R$ 40 bilhões alocados para o financiamento da folha de pagamento das pequenas e médias empresas, apenas 1% (atenção, não é erro de digitação) foi liberado.

Nos Estados Unidos, a Small Business Administration (SBA), espécie de Sebrae turbinado, também está oferecendo empréstimos às pequenas empresas. Os juros são de 1% ao ano, e o dinheiro é destinado preferencialmente à folha de pagamento, mas também pode ser usado como capital de giro. No Brasil, os juros vão de 3,75% (para salários) até 13,75% (capital de giro).

As diferenças continuam: além das pequenas empresas, podem recorrer à linha de empréstimo empreiteiros, trabalhadores por conta própria e empresas em que apenas o dono atua (espécie de MEI).

Mas o que realmente transforma a linha emergencial de lá uma mão na roda, e a de cá um fiasco, está nas condições: o empréstimo será perdoado se todos os funcionários permanecerem na folha de pagamento por oito semanas e o dinheiro for usado para, além da folha, aluguel, juros de hipotecas ou serviços públicos (pelo menos 75% do valor perdoado deve ter sido usado para pagar salários).

O perdão se baseia no fato de o empregador manter ou recontratar rapidamente os funcionários e manter os níveis salariais. O perdão será reduzido se o número de funcionários em período integral diminuir ou se os salários diminuírem.

Por fim, não são necessárias garantias.

Bolsonaro e Paulo Guedes podem responder agora quem são os exterminadores de CNPJs no Brasil?

 

2 x 0

Os hospitais de campanha prometidos pelo Governo e Prefeitura do Rio para o final de abril ainda não estão prontos. Mas, com a ajuda da iniciativa privada, a cidade do Rio de Janeiro ganhará a segunda unidade emergencial nesta segunda-feira.

Com cinco dias de antecedência, o Hospital de Campanha do Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, abrirá as portas com 100 leitos operacionais; a partir de 22 de maio, contará com 200 leitos, sendo 50 de UTI e 150 de internação, voltados para atender os pacientes do SUS vítimas da Covid-19.

A Rede D’Or está à frente da construção e gestão da unidade (como também está no primeiro hospital de campanha, o da Lagoa-Barra), enquanto o Governo do Estado responde pelo terreno. Os custos estão orçados em R$ 50 milhões e serão divididos pelos seguintes patrocinadores: Movimento União Rio, Rede D’Or, Stone Pagamentos, Mubadala, Qualicorp, SulAmérica Seguros, Vale e Banco BV.

Enquanto isso, o hospital de campanha que o Governo do Estado constrói no Maracanã não tem previsão de inauguração, o da Prefeitura no Riocentro foi inaugurado mas não funciona, e o de Nova Iguaçu está parado e talvez se mova para tornar-se mais um escândalo.

 

Já se vão 17 anos

Fica combinado assim: a gente acredita nas informações do serviço secreto dos EUA sobre a origem do coronavírus tão logo eles apresentem as armas de destruição em massa do Iraque.

 

Rápidas

O Hospital Adventista Silvestre assumiu a primeira colocação entre os hospitais que realizam transplantes de fígado no país, com taxa de 87% de sobrevida. Foram 700 transplantes de fígado em nove anos *** A rede Megamatte preparou combos promocionais para famílias no Dia das Mães. Com as lojas fechadas, investe nas entregas: até o dia 17 serão gratuitas para quem pedir por um dos aplicativos mais populares e usar o código MEGACOMAMOR *** “Consumidor: Conheça seus Direitos durante a Pandemia” é o evento online que o Ibef-Rio realizará em 19 e 21 de maio, das 16h às 18h, com William Rocha, membro do conselho Jucerja e ex-membro Procon. Inscrições aqui *** Nesta semana, dias 13 e 14, a Facha transmitirá diálogos com especialistas em Comunicação no seu canal oficial do YouTube. Na quarta, às 19h30, será com a coordenadora de marketing digital e conteúdo da rede do Club Med, Raquel Novaes. Na quinta, o primeiro será às 11h, sobre “Jornalismo participativo e comunitário em tempos de Covid-19”; o segundo às 15h, sobre “Gestão de Comunicação durante uma crise de saúde Mundial”; fechando o dia, a palestra “Jornalismo Científico para leigos em tempos de pandemia”, às 18h.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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No mundo de negócios, é tudo uma questão de preço.

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