Quem vai querer?

“Isto é reconhecido por boa parte dos analistas, exceto por aqueles que são mais ligados ao setor financeiro e que, portanto, estão vendendo um peixe”. A frase é do economista Paulo Jager, do Dieese, referindo-se ao ritmo do investimento no país, que está crescendo muito acima do consumo das famílias, fato que desmente os temores do Banco Central quanto ao risco de inflação.

Só tubarão
Para audiência pública realizada nesta quarta-feira, na Comissão de Desenvolvimento Econômico da Câmara dos Deputados, sobre a regulamentação dos cartões de crédito, só foram convidados representantes gestores dos cartões. “Mais uma vez demonstrou que a indústria dos meios eletrônicos de pagamento não deseja de forma alguma a regulamentação do setor. O mercado varejista quer regras claras para este segmento desde 2008”, disparou o presidente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), Roque Pelizzaro Júnior.

Peixes pequenos
Para o presidente da CNDL, o consumidor brasileiro e o varejo nacional são vítimas fáceis nas mãos da indústria de cartões de crédito, que já representa um dos maiores ganhos do sistema financeiro brasileiro. “São os grandes tirando dos pequenos, e o Estado se omitindo em impor regras a esse disparate”, afirma.
Segundo o CNDL, na audiência a maioria dos parlamentares foi favorável à regulamentação do setor e questionou os gestores dos cartões sobre os abusivos juros cobrados aos clientes, bem como os valores das anuidades.

Oriente em alta
Em março, a indústria odontológica brasileira fechou US$ 300 mil em contratos e prospectou US$ 3 milhões em exportações para os próximos 12 meses numa feira em Dubai. O volume de vendas foi dez vezes maior que na edição anterior.
O setor médico-hospitalar e odontológico avança no Oriente Médio. No ano passado, em outras mostras em Dubai, fabricantes brasileiros prospectaram US$ 21,2 milhões e fecharam mais de US$ 630 mil em contratos; em janeiro de 2010, na Feira Arab Health, 50 fabricantes brasileiros iniciaram negócios que podem resultar em US$ 12,6 milhões em exportações; na ocasião, US$ 2 milhões em contratos foram fechados, 48% com compradores de países árabes

Tecnologia
“O desempenho sinaliza o avanço das marcas nacionais, que investem e apostam em uma das áreas que mais incorporam novas tecnologias e têm um sistema regulatório rigoroso para entrar em qualquer região do globo”, disse Hely Maestrello, diretor-executivo da associação brasileira da indústria do setor (Abimo). A entidade, em parceria com a Apex-Brasil, coordena a participação da comitiva brasileira no encontro.

Dente nacional
Há sete anos o segmento odontológico mantém o saldo positivo da balança comercial. Relatório parcial encomendado pela Abimo indica que o setor encerou 2009 com US$ 70,4 milhões em exportações e US$ 45,8 milhões em importações. Dos 800 mil implantes e 2,4 milhões de acessórios e componentes protéticos consumidos anualmente no país, 90% são fornecidos pela indústria nacional.

Clandestino
Pescado, laticínios, embutidos, carnes, produtos apícolas, mudas, sementes e frutos foram os mais retidos em bagagens trazidas por viajantes, no ano passado. Somente em três dos aeroportos internacionais mais movimentados do Brasil (Guarulhos/SP, Galeão/RJ e Juscelino Kubitschek/DF) foram apreendidas 31,4 toneladas de produtos.

Onda verde
A Bom Bril vai investir R$ 30 milhões na campanha publicitária de lançamento do Bom Bril Eco. O objetivo é vincular a marca a investimento sustentável e meio ambiente. A estrela do anúncio, que começa a ser veiculado em maio, será mais uma vez Carlos Moreno, “Garoto Bombril” há cerca de 30 anos.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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