Questão de “timing”

“Os EUA têm o mercado de capitais mais forte do mundo, e essa posição é conseguida através de trabalho duro e estratégias inteligentes.” A afirmação, em tom ufanista, (ainda) pode ser lida no site do Tesouro norte-americano…

Frio recorde
Antes que culpem o aquecimento global pela escassez de chuvas no verão brasileiro, é bom os pseudo-ecologistas olharem os números do clima. “Embora os níveis de CO2 ainda estejam aumentando, as temperaturas globais não estão”, assinalou o insuspeito Christopher Booker, no Daily Telegraph.
“No início de 2007”, relata o boletim eletrônico Resenha Estratégica, “os alarmistas prediziam que as temperaturas bateriam todos os recordes de alta. Ocorre que, como ficou constatado com precisas medições feitas por instrumentos de satélites e balões-sonda, desde 1998 as temperaturas globais deixaram de subir e 2007 foi simplesmente o ano mais frio do século até agora”.
“O aquecimento global parou. Não se trata de um ponto de vista ou uma imprecisão de cético. É um fato observável”, admitiu o ex-editor científico da BBC David Whitehouse, em um artigo publicado em 19 de dezembro, na revista The New Statesman.

Ventinho
Outra notícia espalhada por quem transformou os problemas do clima em mero espetáculo midiático era que a temporada de furacões no Atlântico Norte em 2007 seria a mais violenta da história. A temporada terminou em novembro e o resultado foi completamente diferente, como se vê no quadro abaixo:
Média 1950-2000 2007
Tempestades: 10 14
Furacões 6 6
Furacões mais intensos 2 2
Foi a menor média desde 2002, mas isto ficou no pé de página dos jornalões alarmistas.

Vírus quente
Ainda no campo dos números, o matemático canadense Stephen McIntyre descobriu um erro em dados da Nasa que apontavam 1998 como o ano o mais quente já registrado nos Estados Unidos desde que começaram as medições diretas com termômetros. O engano que o matemático chamou de “vírus do ano 2000”, que afetava toda as séries de dados sobre temperatura da agência espacial norte-americana. Corrigido, viu-se que o ano mais quente registrado nos EUA recuou de 1998 para 1934 – ou seja, em plena depressão, quando as atividades econômicas no país atingiam um dos níveis mais baixos de todo o século XX. Ademais, cinco dos dez anos mais quentes passaram para o período anterior à II Guerra Mundial.

PPP – 1
O deputado estadual Paulo Ramos, líder do PDT na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, garantiu que, até a próxima quinta-feira, entrará com uma representação no Ministério Público Estadual para que o decreto legislativo do governador Sérgio Cabral que prorroga a concessão do metrô do Rio seja suspenso. “O governador está transferindo recursos públicos para a iniciativa privada. Esta prorrogando uma concessão sem nenhuma avaliação dos serviço prestados. E a avaliação não é nada boa, é ruim. Quem tem que definir as obras é o poder público e não a empresa. O governo está defendendo o interesse da Opportrans (concessionária)”, acusou.

PPP – 2
O governador Sérgio Cabral discorda: “Acredito que este é um exemplo de investimento e que serve para todas as relações de parcerias público privadas (PPPs). O Estado se desonera de R$ 1,2 bilhão de investimentos, que serão feitos pela iniciativa privada. Este é um valor muito superior se comparado a quanto a concessionária pagou na época da concessão. Nós estaremos dobrando a capacidade de transporte de passageiros de 550 mil/dia para 1,1 milhão dia. Acho que ninguém pode ser contra isso”. A Metrô Rio, controlada pelo Opportrans, do grupo Opportunity, teve o contrato – assinado em 1997, que expiraria em 2017 – prorrogado por 20 anos.

Marcos de Oliveira e Sérgio Souto

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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