R$ 230 bi em dois anos

A dívida mobiliária do Tesouro Nacional aumentou de R$ 533 bilhões em 2002 para R$ 679 bilhões em 2003 e R$ 769 bilhões em 2004 (valores no final de ano), informa o economista Reinaldo Gonçalves, em amplo estudo sobre as mazelas do governo Lula. “Em dois anos, o Tesouro Nacional aumentou sua dívida imobiliária em mais de R$ 230 bilhões!”, espanta-se (ou não) Gonçalves. Essa dívida, como proporção do PIB, elevou-se de 33,6% em 2002 para 42,5% em 2003 e reduziu-se para 41,6% em 2004. Boa parte dessa queda recente deve-se à apreciação cambial, ou seja, à perigosa alta do real, artifício que já mostrou fôlego curto no governo FH.

Perda de espaço
O economista mostra no estudo os problemas macroeconômicos que o governo Lula tenta esconder. Reinaldo Gonçalves lembra que o crescimento do PIB nos dois anos petistas, apesar da favorável conjuntura externa, foi inferior ao dos demais emergentes. Dessa forma, a participação do Brasil na renda total dos países em desenvolvimento caiu de 6,16% em 2002 para 5,76% em 2004

PJ nota zero
Às vésperas de ver o seu PP ingressar no Ministério Lula, o ex-prefeito Paulo Maluf mantém opinião desfavorável ao governo que seu partido vai integrar: “O Lula pessoa física é bem aprovado, mas o Lula pessoa jurídica, governo, não é aprovado, da mesma forma. Ele, pessoalmente, é um grande maestro, condutor de uma orquestra que toca desafinada”, avalia Maluf.

Luxo do lixo
A Assembléia Legislativa do Rio aprovou, em primeira discussão, o projeto de lei que autoriza o Poder Executivo a reduzir ou isentar de pagamento do Imposto de Circulação de Mercadorias (ICMS) as empresas que se dediquem a reciclagem e coleta seletiva de lixo. Esse tipo de lei já existe em vários estados e até a União oferece descontos no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para as indústrias de reciclagem.

Dez irmãos
Dados do site da Associação Nacional de Jornais (ANJ) confirmam nota sobre a concentração de mercado na mídia brasileira publicados aqui quarta-feira. Segundo a ANJ, de 2001 a 2003, dos cerca de 500 jornais diários do país, os dez maiores em circulação estão no Sul e no Sudeste. Somados, estes veículos respondem por 55,46% de toda produção diária de notícias dos jornais.

Fresta
Apesar da existência desse oligopólio da informação, pensadores, como o francês Ignacio Ramonet, do Le Monde Diplomatique, afirmam ainda existirem razões para crer numa maior democratização da mídia brasileira. Para ele, a presença, na última edição do Fórum Social Mundial (FSM), em Porto Alegre, de 3 mil “comunicadores alternativos” ligados a rádios comunitárias, redes alternativas, jornais e Internet indica ser possível outro tipo de comunicação, “que responda mais às necessidades da população do que aos interesses das grandes empresas”: “Neste caso, poderia pensar-se em um meio de coletar toda essa informação produzida e disseminá-la de modo mais efetivo”, defende Ramonet.

Além da gaze
Gestão no setor de saúde – tema em voga, como pode ser visto na coluna aí ao lado – é a palestra que uniu Ibmec/RJ e Casa de Saúde São José. Voltado para profissionais com formação superior, o seminário será ministrado no próximo dia 16 por Carlos Alberto Suslik, coordenador do MBA em Gestão de Saúde do Ibmec/SP e assessor técnico da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. Na palestra, Suslik abordará a formação e capacitação dos profissionais de saúde, além de analisar as novas ferramentas gerenciais e as tendências de gestão neste setor. Informações e inscrições: (21) 2536-2864

Antecipação
José Dirceu confirmou manchete do MONITOR, ainda em janeiro, sobre aumento de quase um ponto percentual da carga tributária.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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