Radar

O Iraque já seria capaz de detectar os “aviões invisíveis” dos Estados Unidos. De acordo com o jornal britânico Daily Telegraph, o país de Saddam Hussein teria conseguido adquirir por meios ilegais um radar de localização passiva (PCL, na sigla em inglês) da falida empresa checa Tesla. Se for verdade, isso pode minar a “fase dois” da guerra norte-americana, em que estariam na mira Iraque, Iêmen, Somália, Sudão e outros países. Foram os “aviões invisíveis” F-117 que colocaram fora de ação a maior parte das defesas anti-aéreas iraquianas na Guerra do Golfo. Já Sudão e Iêmen procuram melhorar suas defesas com caças MiG-29, que figuram entre os melhores aviões de combate do mundo.

Só ela
A nova pirotecnia do governo FH – turbinada pela imprensa “chapa branca” – para simular uma cruzada contra os cartéis não resiste a uma análise mais atenta dos fatos. Qualquer motorista cujos gastos não sejam pagos pela “viúva” ou por sobras de campanha sabe que começa o ano pagando cerca de 75% a mais do que pagava quando 2000 acabou. Os com maior tempo para pesquisar preços sabem que essa relação não é ainda mais desfavorável ao contribuinte graças à única concorrência real no setor: a promovida pelos pequenos postos.
Tal comportamento, fruto de um kit tão heterodoxo, como redução de margem de lucros, elisão fiscal, sonegação e fraude do produto, lhes valeu a fúria do então diretor-geral da Agência Nacional de Petróleo (ANP), David Zylbersztajn. Numa estranha fusão entre defesa da margem de lucro dos grandes grupos estrangeiros que aportam no país com interesse do consumidor, Zylbersztajn reduziu todo aquele arsenal à vilania da sonegação fiscal. Curiosamente, o mesmo furor não foi destinado aos principais bancos instalados no país, que, por artifícios semelhantes, reduziram em 30% o pagamento de impostos ao Estado.
Por todo esse histórico e pelo DNA tucano, a confusão entre propaganda eleitoral e defesa dos interesses do contribuinte deveria ficar restrita à Velhinha de Taubaté.

Satélite
O acordo fechado com a Ucrânia para lançamentos na base brasileira de lançamento de satélites em Alcântara mostra que não é preciso abrir mão da soberania para ter retorno comercial com as valorizadas instalações construídas no Maranhão.

Bronca
Palavras de ordem gritadas, ontem, por correntistas argentinos dentro e fora de agências de bancos estrangeiros: “Vai se acabar esta forma de roubar!” e “Ladrões, ladrões!”. Os correntistas abraçaram os bancos, com outros manifestantes dentro, para mostrar como se sentem com suas economias retidas: algemados.

E agora Nizan?
Já está na hora de a governadora Roseana Sarney retirar a máscara de proteção feminina para entrar no debate presidencial para valer. Depois de confirmar que, em sua mais recente aparição eleitoral, se referiria à crise Argentina, a pré-candidata pefelista foi perguntada se defenderia a necessidade de o Brasil ter uma moeda forte. Surpreendida, alegou que “ainda não sei, ainda vou pensar…” São atitudes como essa que reforçam a percepção de eleitores mais críticos de que certos candidatos (as) são meros sabonetes a repetir slogans soprados por marqueteiros.

Brasil real
As chuvas que assolaram o país nos últimos dias também castigaram o Maranhão. Somente nos municípios de São Miguel e de Imperatriz 7 mil famílias estão desabrigadas. Para auxiliar essas milhares de pessoas, o governo do estado está distribuindo 1,5 mil cestas básicas por semana. Tem gente passando fome no Maranhão.

Estrelas alternativas
Os prêmios Nobel Rigoberta Menchu (Guatemala) e Perez Esquivel (Argentina) e o neurolingüista Noam Chomsky (EUA) são algumas das principais personalidades internacionais que já confirmaram presença no II Fórum Social Mundial (FSM), que começa no final deste mês em Porto Alegre. Realizado simultaneamente ao Fórum Social de Davos, o FSM é a alternativa orgânica mais representativa à ditadura do pensamento único neoliberal.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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