Ranking pode dificultar investimentos de curto prazo

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) planeja lançar um ranking para avaliar o perfil dos participantes de ofertas inicias de ações e identificar os investidores que têm como principal objetivo lucrar no curto prazo, os chamados de flipers.
De acordo com o superintendente de operações da Bovespa, Ricardo Pinto Nogueira, a análise será feita antes da estréia de ações de determinada empresa e levará em conta as três ou quatro últimas operações realizadas pelo investidor de varejo em ofertas públicas anteriores recentes. O executivo destacou que somente empresas que incluírem o interesse em seus prospectos poderão utilizar o ranking.
“Muitos deles (flipers) vendem ações antes mesmo da abertura do pregão e ocupam um espaço que o investidor de longo prazo gostaria de ocupar, mas acaba comprando menos ações do que gostaria”, afirmou o superintendente, que destaca a importância de garantir aos investidores de longo prazo mais oportunidades. Para Nogueira, o investidor de curto prazo atrapalha quem quer ficar mais tempo com o papel.
Segundo o superintendente, a demanda pelo assunto veio das empresas. “Elas sabem que as pessoas físicas têm interesse, mas não aumentam a oferta para o varejo por conta do fato que grande parte dessas pessoas pretende vender os papéis nos primeiros dias”, analisa. Nogueira garante, no entanto, que o investidor de curto prazo não será impedido de comprar ou vender ações. “Mas, nesses casos, a prioridade será do investidor de longo prazo”, completa o executivo que esteve presente no 9º Encontro Nacional de Relações com Investidores e Mercado de Capitais, realizado nessa segunda-feira em São Paulo.
Investidores pessoa física, atuando em suas próprias residências, têm movimentado diariamente cerca de R$ 500 milhões na Bovespa, registrando até 60 mil negócios diários.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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