Rating da EDP BR não muda com aquisição da Celg-T

Para a Fitch Ratings, a qualidade de crédito da EDP Energias do Brasil S.A. (EDP BR, Rating Nacional de Longo Prazo ‘AAA (bra)’, Perspectiva Estável) não se altera com a vitória no leilão de privatização da Celg S.A. (Celg-T) nesta quinta-feira (14).

A EDP Brasil é uma subsidiária da portuguesa EDP. Ela detém investimentos no setor de energia, ativos de geração, distribuição, transmissão e comercialização em 11 estados: São Paulo, Espírito Santo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Amapá, Pará, Maranhão, Ceará, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
A EDP BR venceu o leilão de privatização da Celg-T de Goiás após lance de R$ 1,98 bilhão, representando ágio de 80% frente ao preço mínimo da disputa. A aquisição contempla as três concessões da Celg-T, que totalizam 755,5 km de linhas de transmissão e 14 subestações, com receita anual permitida (RAP) conjunta para o ciclo 2021/2022 de BRL223 milhões e vencimento de concessões após 2043. O fechamento da operação e o desembolso por parte da EDP BR devem ocorrer até março de 2022.
Segundo a agência de classificação de risco, a aquisição aumenta a escala de negócios da EDP BR no segmento de transmissão, de menor risco no setor elétrico, ao mesmo tempo que contribui para diversificar seus ativos. Em termos financeiros, a alavancagem líquida ajustada consolidada deverá permanecer compatível com a classificação, apesar da expectativa de aumento da alavancagem financeira líquida ajustada consolidada em 0,4 vez a partir de 2022, atingindo 3,2 vezes em 2022 e 2023. “A EDP BR também possui comprovada flexibilidade financeira para fazer frente ao relevante pagamento da aquisição”, destacou relatório da Fitch.
O relatório destacou que o rating da EDP BR reflete o risco de negócio da companhia de baixo a moderado, decorrente de sua atuação no setor brasileiro de energia elétrica. O perfil de crédito do grupo se beneficia da diversificação de sua atividade em termos de segmentos e ativos, que ajuda a diluir os riscos operacionais e regulatórios.

A Fitch espera que haja um fortalecimento da geração operacional de caixa do grupo EDP nos próximos anos, dada a recuperação do consumo de energia nas áreas de concessão de suas distribuidoras, a melhora no cenário hidrológico e a entrada em operação de quatro projetos de transmissão até o início de 2022.

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