Rebaixadas

O ex-ministro Delfim Netto desdenha o papel das empresas de rating: “Quando a Standard & Poors tirou um A dos Estados Unidos, houve uma corrida para os papéis norte-americanos. Ou seja, onde é que as pessoas estão procurando defesa? Os Estados Unidos colocam por semana US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões em papéis de 30 dias, um ano, dois, sete, dez, 30 anos. Todos os papéis norte-americanos continuaram a ser colocados, e a taxas de juros menores. Ou seja, quem perdeu credibilidade foram as agências, não os Estados Unidos”, ironiza Delfim.

O Chile treme
Após o longo reinado de terror de Pinochet e da manutenção do modelo nas duas décadas da Concertação, o Chile começa a colocar em xeque o excludente modelo neoliberal que transformou o país no quinto mais desigual da região. Depois dos massivos movimentos dos estudantes, começa a tomar corpo a luta pela saúde pública. Hoje, o setor, praticamente, se resume aos planos de saúde privados. O Estado fornece uma escassa cobertura, que além disso, funciona no mesmo paradigma dos planos privados, via Fundo Nacional de Saúde (Fonasa).
O movimento pelo direito universal à saúde é encabeçado pela Confederação dos Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam). O médico Esteban Maturana, ex-presidente da Confusam, denuncia que, além de o modelo favorecer as grandes clínicas privadas, cerca de 80% dos pacientes, aproximadamente 12 milhões de chilenos, recorrem aos hospitais e aos postos de saúde da rede pública, apesar da estrutura precária.

1/4 de saúde
Os serviços do Fonasa atraem os mais pobres, isentos do pagamento mensal,  mas que só têm direito a usar os hospitais e postos de saúde da rede pública, e os usuários de outros tipos de planos, que, além de pagarem mensalidades pare terem direito á saúde pública, têm de comprar vales para serem atendidos também em clínicas e hospitais privados. De acordo com a própria Superintendência de Saúde do Chile, a população arca com 40% do financiamento da saúde do país, mais do que os 35% que cabem aos planos de saúde, incluindo o estatal Fonasa, e os 25% garantidos pelo Estado.

Celular na carteira
Pagar contas com o celular promete ser “a maior revolução dos próximos tempos”, na avaliação do comitê de Meios de Pagamento na Internet da camara-e.net. O novo chip NFC (near field communication) já está no mercado e apto para o sistema para celulares Android. A Apple não quer ficar para trás e já anunciou que o iPhone 5 virá com o NFC. “Basta aproximar o celular de um leitor e será possível pagar contas em lojas, comprar via Internet e até retirar dinheiro em caixas ATM”, diz Ricardo Dortas, coordenador do comitê. Hoje, estima-se que o percentual de pagamentos via celular seja inferior a 0,1% do total das transações realizadas no país, percentual que pode pular para 5%.
Participam do comitê gigantes como Mastercard, Cielo, Redecard, Santander, MercadoPago (Mercado Livre), MoIP, PayPal e UOL PagSeguro.

Abre
O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Sérgio Cavalieri faz a palestra magna de abertura da 55ª Concerj – Convenção dos Contabilistas do Rio, na próxima quinta.

Último tango da mídia
“A cada dia que passa, Cristina Kirchner perde cada vez mais a capacidade de governar. Depois de arrastar o país a uma crise que já dura mais de 120 dias; de provocar uma completa desordem em quase todos os principais mercados, especialmente o de alimentos; de provocar um racha profundo no seu partido, o Partido Justicialista; e de ser humilhada publicamente pela vitória apertada na Câmara dos Deputados, agora foi a vez de perder apoio entre a corrupta burocracia sindical.”
Quem lesse esse tipo de patuscada, em 2008, recorrente nos meios de comunicação tupiniquins, que, em grande medida, replicavam as vontades desejosas da mídia argentina, não poderia ter dúvida: Cristina sequer tentaria a reeleição três anos depois. Como as vontades de eleitores e donos dos meios de comunicação são antípodas, ela foi reeleita – em primeiro turno – com a maior votação entre os presidentes eleitos nos 28 anos de democracia vividos pelo país.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigo anteriorDesplugados
Próximo artigoAntes e depois

Artigos Relacionados

Engie valerá R$ 2,5 bi a mais após acordo com Aneel

Semana passada, o Monitor noticiou que a proposta da Aneel de repactuação do risco hidrológico (GSF) deixaria a conta a ser paga pelo pequeno...

Apelo de Biden ao multilateralismo fica sem crédito

Na ONU, presidente dos EUA desmente mundo dividido em blocos rígidos.

Fintechs e bancos disputam quem cobra mais

‘Não temos vergonha de sermos bancos’, diz Febraban; mas deveriam.

Últimas Notícias

Copom elevou taxa de juros em 1% para 6,25% ao ano

Aguardamos agora a ata que será divulgada na próxima terça-feira para maiores informações sobre a trajetória da taxa Selic.

Alemanha escolhe sucessor de Merkel no próximo domingo

Eleições deverão ser as mais concorridas dos últimos anos; pesquisas indicam vitória do SPD, social-democrata.

Reajuste salarial fica abaixo da inflação em agosto

Fipe: não houve aumento mediano real como resultado de negociações nos últimos 12 meses; desde setembro, índice tem oscilado de -1,4% a zero.

Clima positivo no exterior deve beneficiar índice Bovespa

Mercado internacional opera no positivo motivado por noticiário sobre Evergrande.

Evergrande, Fed e Copom

Bovespa encerrou o segundo dia de alta com +1,84% e índice em 112.282 pontos, mas na máxima chegou a atingir 113.321 pontos.