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quarta-feira, janeiro 20, 2021

Rebaixadas

O ex-ministro Delfim Netto desdenha o papel das empresas de rating: “Quando a Standard & Poors tirou um A dos Estados Unidos, houve uma corrida para os papéis norte-americanos. Ou seja, onde é que as pessoas estão procurando defesa? Os Estados Unidos colocam por semana US$ 250 bilhões a US$ 300 bilhões em papéis de 30 dias, um ano, dois, sete, dez, 30 anos. Todos os papéis norte-americanos continuaram a ser colocados, e a taxas de juros menores. Ou seja, quem perdeu credibilidade foram as agências, não os Estados Unidos”, ironiza Delfim.

O Chile treme
Após o longo reinado de terror de Pinochet e da manutenção do modelo nas duas décadas da Concertação, o Chile começa a colocar em xeque o excludente modelo neoliberal que transformou o país no quinto mais desigual da região. Depois dos massivos movimentos dos estudantes, começa a tomar corpo a luta pela saúde pública. Hoje, o setor, praticamente, se resume aos planos de saúde privados. O Estado fornece uma escassa cobertura, que além disso, funciona no mesmo paradigma dos planos privados, via Fundo Nacional de Saúde (Fonasa).
O movimento pelo direito universal à saúde é encabeçado pela Confederação dos Funcionários da Saúde Municipalizada (Confusam). O médico Esteban Maturana, ex-presidente da Confusam, denuncia que, além de o modelo favorecer as grandes clínicas privadas, cerca de 80% dos pacientes, aproximadamente 12 milhões de chilenos, recorrem aos hospitais e aos postos de saúde da rede pública, apesar da estrutura precária.

1/4 de saúde
Os serviços do Fonasa atraem os mais pobres, isentos do pagamento mensal,  mas que só têm direito a usar os hospitais e postos de saúde da rede pública, e os usuários de outros tipos de planos, que, além de pagarem mensalidades pare terem direito á saúde pública, têm de comprar vales para serem atendidos também em clínicas e hospitais privados. De acordo com a própria Superintendência de Saúde do Chile, a população arca com 40% do financiamento da saúde do país, mais do que os 35% que cabem aos planos de saúde, incluindo o estatal Fonasa, e os 25% garantidos pelo Estado.

Celular na carteira
Pagar contas com o celular promete ser “a maior revolução dos próximos tempos”, na avaliação do comitê de Meios de Pagamento na Internet da camara-e.net. O novo chip NFC (near field communication) já está no mercado e apto para o sistema para celulares Android. A Apple não quer ficar para trás e já anunciou que o iPhone 5 virá com o NFC. “Basta aproximar o celular de um leitor e será possível pagar contas em lojas, comprar via Internet e até retirar dinheiro em caixas ATM”, diz Ricardo Dortas, coordenador do comitê. Hoje, estima-se que o percentual de pagamentos via celular seja inferior a 0,1% do total das transações realizadas no país, percentual que pode pular para 5%.
Participam do comitê gigantes como Mastercard, Cielo, Redecard, Santander, MercadoPago (Mercado Livre), MoIP, PayPal e UOL PagSeguro.

Abre
O desembargador do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro Sérgio Cavalieri faz a palestra magna de abertura da 55ª Concerj – Convenção dos Contabilistas do Rio, na próxima quinta.

Último tango da mídia
“A cada dia que passa, Cristina Kirchner perde cada vez mais a capacidade de governar. Depois de arrastar o país a uma crise que já dura mais de 120 dias; de provocar uma completa desordem em quase todos os principais mercados, especialmente o de alimentos; de provocar um racha profundo no seu partido, o Partido Justicialista; e de ser humilhada publicamente pela vitória apertada na Câmara dos Deputados, agora foi a vez de perder apoio entre a corrupta burocracia sindical.”
Quem lesse esse tipo de patuscada, em 2008, recorrente nos meios de comunicação tupiniquins, que, em grande medida, replicavam as vontades desejosas da mídia argentina, não poderia ter dúvida: Cristina sequer tentaria a reeleição três anos depois. Como as vontades de eleitores e donos dos meios de comunicação são antípodas, ela foi reeleita – em primeiro turno – com a maior votação entre os presidentes eleitos nos 28 anos de democracia vividos pelo país.

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Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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