Recebíveis: micros podem ser beneficiadas com até R$ 30,7 bi em crédito

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Microempresa (Fabrica Sabrina Fattori/Divulgação)
Microempresa (Fabrica Sabrina Fattori/Divulgação)

Diante de um cenário em que as empresas enfrentam dificuldade em obter crédito, uma modalidade de negócio ganha notoriedade: a negociação de recebíveis de cartões. Um estudo realizado pela Serasa Experian identificou que o potencial de crédito que esse tipo de negociação proporcionaria às Pequenas e Médias Empresas (PMEs) no Brasil é de R$ 30,7 bilhões por ano.

A estimativa foi baseada na aplicação da taxa de garantia de 1% ao mês praticado por fintechs que atuam no segmento do crédito mercantil, contra a cobrada pelos bancos tradicionais de 1,47%.

“A antecipação de recebíveis é uma das modalidades de empréstimo que permite às empresas, principalmente as varejistas que vendem via cartão de crédito, a negociarem o recebimento de suas compras a prazo. Toda companhia que faz vendas via cartão, detém um fluxo de recebimento futuro de pagamentos, chamada ‘agenda de recebíveis’. Numa realidade em que 90% das companhias brasileiras são PMEs, mas 68% delas têm dificuldade de conseguir crédito de qualidade, a modalidade das vendas realizadas por cartão torna-se garantia para os credores e moeda de troca para que as PMEs consigam comprar melhor a prazo ou aumentar suas chances de obter empréstimos para fomentar o crescimento da empresa de forma sustentável”, declara a diretora de Credit Services da Serasa Experian, Marcia Usami.

Isso significa que, a partir das novas resoluções do Banco Central (BC), fica previsto que as empresas com os recebíveis registrados possam autorizar consultas pelos credores em situações de negociações e análises de crédito para que elas sejam mais assertivas, justas e atraentes.

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Somente nos últimos 12 meses, foram movimentados R$ 3,394 trilhões por meio da modalidade de cartões, de acordo com dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (ABECS).

Ainda segundo o levantamento da Serasa Experian, os custos de mercadorias vendidas de uma PME representam, em média, 76% do faturamento total, ou seja, boa parte do que a empresa fatura é destinado para recompra de matéria-prima ou produtos, com fornecedores (ou credores) – indústrias, atacados e distribuidores – que, para vender a prazo, precisam de garantias de que seu cliente, o varejista, vai pagar.

Os recebíveis do cartão da empresa passam a ser essa garantia, aumentando a confiança do credor e a transparência na relação comercial entre as companhias, fazendo com que o negócio tenha a possibilidade de conseguir mais crédito.

Segundo Marcia Usami, a ampliação do crédito por meio de negociação de recebíveis, contribui para a sustentabilidade econômica e traz benefícios para a ampliação do mercado. “O credor, tendo acesso à agenda de recebíveis de seu cliente, o varejista, terá mais segurança de ampliar suas vendas garantir que o ciclo econômico complete seu curso”.

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