Receita

A análise é do economista Adriano Benayon, da UnB: “Como os principais partidos políticos são controlados pela oligarquia financeira – na Europa, nos EUA etc. – e se diferenciam apenas por ideologias pró-forma, acomodáveis a qualquer prática, pode-se dizer que a escolha eleitoral se limita à marca do azeite com o qual os eleitores serão fritados.”

Garotas do Adhemar
A propósito do recém-lançamento de dois livros sobre a expropriação do cofre do ex-governador de São Paulo Adhemar de Barros, durante a ditadura, por grupos revolucionários, o economista Maurício Dias David relata divertida e surreal história que diz ter sido contada “por  um velho amigo, o Darcy Ribeiro”: “No início dos anos 60, estando em São Paulo, como chefe da  Casa Civil do presidente João Goulart, Darcy estava hospedado em um hotel que não era de primeira linha, quando foi chamado por Adhemar, que lhe reservara uma suíte  especial no melhor hotel paulistano da época (por conta do governo estadual). Quando o  Darcy chega ao novo hotel, o gerente lhe pergunta quando é que poderia fazer subir “as garotas”. As garotas eram garotas de programa do primeiríssimo time, que o Adhemar tinha mandado colocar à disposição do nosso Darcy”, relata David.

O Adão de Sampa
A história teve desdobramento ainda mais surreal, quando, na noite seguinte, o governador de São Paulo, um dos dez principais políticos do país na época, convida Darcy para um encontro, não no Palácio Bandeirantes, mas na casa da sua amante, conhecida pela famosa alcunha “Dr. Rui”: “O Darcy contava às  gargalhadas que, chegando ao apartamento do “Dr. Rui”, foi recebido por ela, uma mulher de meia  idade mas toda emperequetada, coberta de jóias, que o passa ao salão principal. Lá,  estava o Adhemar, nuinho em pêlo, com sua barrigona e apetrechos bélicos de fora, deitado no sofá, e recebendo o ministro Darcy da mesma maneira com que veio ao mundo. E o Darcy teve de ficar ali conversando com o velho Adhemar nuinho”, conclui David, acrescentando que “pelo menos o Darcy a contava com bastante humor…”

Economia conjunta
O mercado de compras coletivas faturou aproximadamente R$ 114,6 milhões em novembro. Considerando o desconto médio de cada compra, estima-se que o consumidor economizou R$ 313,5 milhões. Entre as categorias, produtos lideraram a lista, com 24% do faturamento total, seguidos por saúde/beleza, com 23%, e hotéis/viagens com 22%. Os números são do InfoSaveMe, que monitora cerca de 400 sites de compras coletivas no Brasil.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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