Receita

Enquanto procura combater a mercantilização da profissão, o Conselho Federal de Medicina parece ter esquecido as simbióticas relações entre os grandes laboratórios e alguns (muitos) médicos. Distribuição de amostras grátis, patrocínio de congressos e até mesmo de viagens são muito mais preocupantes que colocar ou não o telefone nas redes sociais.

A culpa é dos usineiros!
A queda  de 5% no lucro da Petrobras em 2011, para “apenas” R$ 33,3 bilhões, tornou-se o mote da nova cruzada contra a empresa. A acusação da vez é que, embora auto-suficiente em petróleo, a companhia teve seu lucro reduzido, afetando os ganhos dos acionistas, por ampliar a importação de óleo, para compensar o aumento da demanda.
Para esses críticos, a Petrobras deveria era aumentar o preço da gasolina, derrubando o consumo interno e facilitando a vida dos concorrentes estrangeiros, que, de há muito, clamam que, embora produzido no Brasil, o petróleo aqui passe a seguir as cotações externas. Algo como, por exemplo, os vinhos franceses adotarem os preços extorsivos praticados pelos restaurantes de Rio e São Paulo.
Noves fora o fato de que cabe a cada investidor decidir se inclui ou não em seu portfólio ações da principal empresa do país, a importação não se deve a qualquer espécie de incapacidade da Petrobras, mas à ausência de regulação sobre o etanol, majoritariamente em mãos privadas.
Com a disparada da cotação do açúcar nos mercados futuros, os usineiros optaram por priorizar a produção de açúcar em detrimento do álcool anidro, encarecendo o uso deste como combustível. Os proprietários de carros flex trocaram, então, o álcool pela gasolina, pressionando fortemente a demanda do segundo.
Devido à elevação do consumo de gasolina, a produção de álcool hidratado – misturado à gasolina – tornou-se insuficiente para dar conta do forte aumento da procura dos motoristas. O governo viu-se obrigado a reduzir a presença do hidratado na gasolina de 25% para 20%, ampliando ainda mais a pressão sobre o fornecimento de gasolina pelas refinarias da Petrobras, empurrada a comprar no exterior o excedente necessário para abastecer a frota nacional.
Em outras palavras, a Petrobras paga por uma conta que não lhe pertence, mas aos historicamente privilegiados usineiros, que, desde o bilionário Proálcool, são fortemente devedores do Estado e da sociedade brasileiros. A presença de estrangeiros, que já detêm 25% da produção do etanol do país, agravou os movimentos especulativos com o etanol, devido a suas conexões globais e à ausência de compromissos com o Brasil, diferentemente do que ocorre com a Petrobras.

Piraí
O novo centro empresarial que a Prefeitura de Piraí (RJ) construirá próximo a Arrozal, o Business Park, já garantiu a presença do grupo InBrands, dono de algumas das principais marcas de moda do Brasil e que vai abrir 400 vagas. Esta semana foi a vez de empresários portugueses, de diversos setores, visitarem o município. Há grandes possibilidades de acertarem a instalação de unidades lá, gerando mil empregos. Piraí ganhou destaque com a gestão de Luiz Fernando Pezão, atual vice-governador do Rio de Janeiro.

Doutor celular
O mercado de serviços de saúde através de dispositivos móveis deve atingir uma receita de US$ 23 bilhões até 2017, prevê a GSMA. Com a penetração cada vez maior de smartphones e outros dispositivos conectados, além da proliferação de redes de banda larga e serviços móveis no mundo inteiro, a tecnologia terá, no futuro, uma função significativamente mais importante, tanto nos países desenvolvidos quanto naqueles em desenvolvimento.

Enfim, o legado
Com a saída de Ricardo Teixeira da presidência da CBF, aproveitando a batida dos tamborins do Carnaval para reduzir o impacto da notícia, enfim, os brasileiros podem enxergar algum legado a ser deixado pela Copa 2014. No entanto, com os prováveis nomes dos substitutos, sendo o principal o notório Andrés Sanchez, ex-presidente do Corithians, a tendência é trocar seis por meia dúzia.

Qual é a Graça?
Uma pequena (e irrelevante) questão semântica cerca a nova presidente da Petrobras. Quando citada pelo nome completo, é Maria das Graças Silva Foster – mais frequentemente com a omissão do Silva. No entanto, quando é retirado o Maria das, vira Graça Foster.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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