A Receita Federal voltou a desmentir informações falsas que circulam nas redes sociais sobre suposto monitoramento de transações via Pix para cobrança de impostos. Em nota oficial emitida nesta quarta-feira, o órgão afirma que não existe tributação sobre o Pix nem fiscalização das movimentações financeiras com esse objetivo, prática proibida pela Constituição Federal.
Segundo a Receita, mensagens alarmistas sobre “taxa do Pix” ou “imposto sobre transferências” são completamente falsas. O Pix é apenas um meio de pagamento, como dinheiro ou cartão, e não gera, por si só, qualquer tipo de tributo. Os boatos citam a Instrução Normativa nº 2.278, de agosto do ano passado, como se ela autorizasse o rastreamento de transações individuais.
De acordo com o Fisco, a norma apenas estende às fintechs as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais, dentro das regras de combate à lavagem de dinheiro e à ocultação de patrimônio. Não há acesso a valores individuais, origem ou natureza dos gastos dos cidadãos.
Segundo a Agência Brasil, as informações falsas voltaram a ganhar força nas redes sociais nas últimas horas, após o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) voltar a publicar vídeos em que afirma que o governo voltará a monitorar o Pix. Há duas semanas, o Fisco tinha emitido outro alerta de notícias falsas sobre taxação de transações financeiras.
De acordo com a Receita, esse tipo de conteúdo tem como objetivo enganar a população, gerar pânico financeiro e enfraquecer a confiança em um dos principais meios de pagamento do país. O órgão afirma ainda que a disseminação dessas mensagens atende a interesses do crime organizado e de pessoas que se beneficiam da monetização e do engajamento gerado por notícias falsas.
A Receita esclarece que a instrução normativa de agosto não trata de taxação nem de monitoramento de transações financeiras. O órgão reitera que a norma apenas estende às fintechs e instituições de pagamento as mesmas obrigações de transparência já aplicadas aos bancos tradicionais desde 2015.
As informações repassadas ao Fisco não detalham transações individuais, nem permitem identificar a origem ou a natureza dos gastos dos usuários.
Segundo a Receita, a medida é fundamental para evitar que fintechs sejam usadas por organizações criminosas para lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, como identificado em operações policiais recentes.
Leia também:
-
Petrobras registra lucro de R$ 32,7 bilhões no 1° trimestre com queda de 7,2%
Na comparação com o quarto trimestre de 2025, o lucro cresceu 109,9% (R$ 15,563).
-
Governo de SP multa a Fast Shop em R$ 1 bilhão
Multa aplicada corresponde aos valores obtidos ilicitamente pela empresa. Foi a maior registrada no país com base na Lei Anticorrupção.
-
Susep autoriza LTI Seguros seguir para a etapa definitiva
A LTI Seguros – seguradora do Grupo Loovi – acaba de receber o sinal verde da Superintendência de Seguros Privados (Susep) para avançar rumo à conquista da licença definitiva. Essa foi a última etapa na jornada no Sandbox e marca o fim da transição para o regime regulatório pleno. Após cumprir integralmente todos os requisitos, […]
-
Grupo Energisa: Ebitda ajustado cresce 6,6% no 1T26
O Grupo Energisa encerrou o primeiro trimestre de 2026 demonstrando a resiliência de sua gestão, com foco na disciplina financeira, controle rigoroso de custos e investimentos em qualidade. O resultado trimestral reforça a capacidade da companhia de manter o crescimento operacional em variáveis gerenciáveis, mesmo diante de um cenário macroeconômico e geopolítico desafiador.Nos primeiros três […]
-
Indústria de fundos tem resgates líquidos de R$ 18,1 bi em abril
Os fundos de investimento encerraram abril com resgates líquidos de R$ 18,1 bilhões, resultado alcançado principalmente pela classe de renda fixa, que registrou captação líquida negativa de R$ 19,3 bilhões no mês, segundo dados da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima). “A cautela do investidor em relação ao crédito privado […]
-
Brasileiros gastaram mais no exterior no 1º trimestre
Os gastos no exterior (cross border) com o uso de cartões por brasileiros totalizou US$ 5,3 bilhões (R$ 27,9 bilhões) no primeiro trimestre de 2026, uma expansão de 37%. Por modalidade, o cartão de crédito respondeu por R$ 21,7 bilhões (+22,6%), o débito por R$ 3 bilhões (+98,6%) e o pré-pago por R$ 3,2 bilhões […]




















