Receitas de US$ 4,31 trilhões em 2015

Mercado Financeiro / 20:24 - 8 de fev de 2017

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250 maiores varejistas do mundo representam quase 2,5 vezes o PIB do Brasil

Lojas Americanas é o único grupo brasileiro entre os gigantes do varejo mundial

As 250 maiores empresas varejistas do mundo geraram receitas somadas de US$ 4,31 trilhões no ano fiscal de 2015, representando um crescimento de 5,2% sobre os resultados do ano fiscal anterior, segundo aponta a pesquisa “Global Powers of Retailing 2017: A arte e a ciência dos clientes”, realizada internacionalmente pela Deloitte. Wal-Mart Stores, Inc., dos Estados Unidos, lidera a lista com US$ 482,13 bilhões e Lojas Americanas é o único grupo brasileiro a integrar lista das grandes mundiais, ocupando a 170ª posição, com receitas de US$ 5,479 bilhões no ano fiscal, crescimento de 13,8% em relação ao resultado do ano anterior..

A desaceleração do crescimento econômico nas principais economias do planeta, a elevação dos níveis de endividamento nos países emergentes, a ocorrência de deflação ou de inflação baixa nos países ricos e uma tendência a reações mais protecionistas contra a globalização foram os fatores de destaque que contribuíram para formar um ambiente econômico desafiador para o varejo”, explicou Ira Kalish, economista-chefe da Deloitte Global. “O fato é que as pessoas continuam tendo a necessidade de fazer compras, então a indústria continua. Em alguns lugares, e em relação a alguns grupos de consumidores, a perspectiva para os varejistas é favorável”, acrescentou

Voltando aos resultados, entre os anos fiscais de 2010 e 2015, o crescimento anual das receitas dos maiores varejistas do planeta ficou, na média, em 5% a cada 12 meses.

250 maiores empresas globais

Pelo terceiro ano consecutivo, o crescimento da receita dos varejistas das áreas de vestuário e acessórios superou o de outros setores de produtos, dentre as 250 maiores empresas globais. Historicamente, esta categoria de varejistas também foi a mais rentável, e o ano fiscal de 2015 não foi exceção.

No entanto, as empresas da área de bens de consumo primários são, de longe, as maiores entre os varejistas (com receita média anual de cerca de US$ 21,6 bilhões, totalizando cerca de dois terços da receita somada entre as 250 maiores companhias), bem como as mais numerosas (133, ou pouco mais da metade de todas as empresas listadas no ranking).

O nível de globalização das empresas de varejo indicado pelo estudo segue no mesmo patamar registrado no ano anterior. Cerca de dois terços (66,8%) das 250 maiores empresas varejistas operavam também fora das fronteiras de seu país de origem e, em média, tinham unidades de varejo em mais de 10 países, captando pouco menos que um quarto de suas receitas (22,8%) em operações no exterior.

A maior empresa de varejo do mundo segue sendo a norte-americana Wal-Mart Stores, com receitas somadas de US$ 482,13 bilhões no ano fiscal de 2015, crescimento de 2,7% ante o período anterior. Entre as dez maiores companhias listadas no ranking, seis são dos Estados Unidos; duas, da Alemanha; uma, da França; e outra, do Reino Unido.

Para fazer parte do ranking das 250 maiores empresas de varejo do mundo, a receita anual exigida da última colocada da lista, a japonesa DCM Holdings Co., Ltd., somou US$ 3,508 bilhões em receitas no ano fiscal de 2015.

O estudo Global Powers of Retailing 2017 também discute a arte e a ciência na participação do cliente para ajudar os varejistas a criar novas experiências, possibilitadas pelas tecnologias adequadas, e destinadas a fortalecer a lealdade do cliente. O que antes era considerado futurista, hoje é esperado como usual.

De acordo com o levantamento, os varejistas inovadores sabem que a tecnologia não é mais complementar à experiência de compra, ela é fundamental. A tecnologia, por si só, no entanto, não é suficiente. Os clientes estão buscando produtos e experiências novas e surpreendentes.

Nos últimos 20 anos, percebemos uma mudança radical no varejo e nos clientes que os varejistas atendem”, diz Vicky Eng, líder da área de Varejo e Consumo da Deloitte Global. “Estamos vivendo uma era em que os clientes estão, mais do que nunca, à frente da direção, no banco do motorista, sedentos por autenticidade, novidade, conveniência e criatividade. Estamos vivendo a economia voltada para o cliente”, conclui.

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