Recessão de 2020 será a mais profunda em 80 anos

O Banco Mundial desenha uma recessão de 5,2% na economia do planeta em 2020. E a pandemia levará a atividade econômica no Brasil a encolher 8% este ano e ter uma modesta recuperação de 2,2% em 2021, prevê a instituição em novo relatório. Trata-se da mais profunda queda econômica mundial em oito décadas, “apesar das políticas sem precedentes” de mitigação do impacto da Covid-19, segundo as Perspectivas Econômicas Mundiais divulgadas nesta segunda-feira pelo Banco.

O panorama traçado no relatório aponta para uma queda de quase 8% num cenário mais adverso, e superior a 3% num mais otimista. Esta seria a recessão mundial mais profunda desde a II Guerra Mundial, e quase três vezes mais acentuada que a recessão global de 2009, caso as projeções se confirmem.

O Banco Mundial aponta que a pandemia “deve arrastar a maioria de países para uma recessão este ano, com a produção per capita se contraindo na maior proporção de países desde 1870”.

Para além da recessão de 5,2% prevista para a economia mundial, a instituição presidida por David Malpass prevê quebras de 7% no agregado das economias avançadas, entre as quais a Zona do Euro (-9,1%), os Estados Unidos (-6,1%) e o Japão (-6,1%). A China fecharia no positivo em 2020 (alta de 1%) e teria forte aceleração em 2021 (crescimento de 6,9%).

Já para 2021, o banco projeta uma recuperação de 4,2% na economia mundial, com as economias avançadas com crescimento de 3,9%, entre as quais a Zona do Euro (4,5%), os Estados Unidos (4%) e o Japão (2,5%).

A quebra de atividade acentuada na primeira metade do ano deverá contribuir para uma contração do comércio global de cerca de 13,4% em 2020”, assinala o Banco Mundial, assumindo a instituição financeira que a recuperação deverá começar na segunda metade do ano, à medida que “são levantados controles, as viagens retornam a níveis mais normais, e os fabricantes renovam os estoques”.

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