Reclamações: 48 correspondentes bancários punidos em maio

O balanço do resultado das novas regras adotadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Associação Brasileira de Bancos (ABBC) mostra que 48 correspondentes bancários foram punidos no mês de maio por causa de reclamações de consumidores. Destes, 20 foram advertidos e 2 tiveram a atuação interrompida permanentemente, informou a federação nesta terça-feira.

O número de sanções é o mesmo registrado em abril. “O resultado é fruto das medidas de Autorregulação do Consignado, que trazem um pacote de iniciativas voltadas à transparência, ao combate ao assédio comercial e à qualificação de correspondentes, além de tratar de maneira especial a questão da proteção dos dados dos consumidores”, diz a Febraban.

De janeiro de 2020, entrada em vigor da autorregulação, a maio de 2021, 484 empresas que prestam serviços de correspondente receberam sanções. Ao todo, 239 correspondentes foram advertidos e 100 tiveram suas atividades suspensas temporariamente. Nos casos em que houve reincidência, os agentes tiveram suas atividades suspensas por prazos que variam entre 5 e 30 dias.

“Não se pode tolerar práticas que possam lesar consumidores e tragam danos a todo o setor. O objetivo das sanções, além de coibir ilegalidades, é garantir que o desempenho das atividades esteja em linha com os parâmetros éticos e de qualidade transmitidos aos agentes de crédito que atuam em nome dos bancos”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Meta

“Um dos principais objetivos da autorregulação é extirpar do sistema as más práticas relacionadas ao consignado. O que for necessário para que isso seja alcançado, será nossa prioridade”, afirma Sílvia Scorsato, presidente da ABBC.

Todos os bancos que participam da autorregulação assumem o compromisso de adotar as melhores práticas relativas à proteção e ao tratamento de dados pessoais dos clientes. Além disso, pela autorregulação, é considerada falta grave qualquer forma de captação ou tratamento inadequado ou ilícito dos dados pessoais dos consumidores, sem sua autorização.

Aqueles que não aplicarem as sanções poderão ser multados pelo Sistema de Autorregulação por conduta omissiva, cujos valores variam de R$ 45 mil até R$ 1 milhão. As multas arrecadadas serão destinadas a projetos de educação financeira.

O acompanhamento e a aferição das ações irregulares são feitos por várias fontes de informação. Além da quantidade de reclamações procedentes registradas nos canais internos dos bancos ou recebidas pelos Procons, pelo Banco Central ou por intermédio do Consumidor.gov.br, são avaliadas as ações judiciais e indicadores de uma consultoria independente, que leva em conta questões de governança e gestão de dados.

O volume de demandas é ponderado em relação à quantidade de contratos ativos no período do monitoramento. As informações geram um indicador de qualidade do serviço prestado pelo correspondente. A partir de janeiro de 2021, entrou em vigor novo percentual de aferição de qualidade, que conferiu maior rigor na apuração da conformidade dos correspondentes.

‘Não me Perturbe’

Outra medida integrante do Sistema de Autorregulação do Consignado foi a criação de uma ferramenta por meio da qual os consumidores podem proibir instituições financeiras e correspondentes bancários de entrarem em contato proativamente com eles para oferecer crédito consignado.

Entre 2 de janeiro e 28 de junho de 2021, 1.758.378 solicitações de bloqueios de telefone para o recebimento de ligações de oferta do consignado foram registradas na plataforma “Não me Perturbe” (https://www.naomeperturbe.com.br). A maior quantidade de pedidos foi realizada por moradores da região sudeste (54,7%), seguida da região Sul (17,4%). A adesão à Autorregulação do Crédito Consignado é voluntária por parte dos bancos e reflete o compromisso com o consumidor e com o aperfeiçoamento da oferta do produto. Participam da Autorregulação 34 instituições financeiras que representam cerca de 99% do volume total da carteira de crédito consignado no país.

Leia também:

Sancionada lei que cria o Bolsa Banqueiro

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Artigos Relacionados

Indústria de fundos está pronta para investimentos sustentáveis

É hora de a própria indústria de fundos, por meio de iniciativas de autorregulação, preencher o gap regulatório que ainda existe em torno dos...

Índice da B3: Empresas com melhores práticas no mercado de trabalho

A B3, bolsa do Brasil, e a consultoria global, Great Place to Work, anunciaram nesta terça-feira a criação de um novo índice com foco...

CVM: Acordo de R$ 300 mil após autodenúncia de infração

O Colegiado da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) analisou, em reunião nesta terça-feira, propostas de Termo de Compromisso dos seguintes Processos Administrativos (PA) e...

Últimas Notícias

Objetos da cantora Amy Winehouse em leilão

Por Antonio Pietrobelli.

Lei de Melhoria do Ambiente de Negócios no Brasil

Por Letícia Luzia de Sousa Ramos e Renata Homem de Melo.

Para 48%, recém-formados são os mais afetados no mercado de trabalho

Pesquisa feita com mais de 9 mil pessoas descobriu que 25% fazem parte da Geração Nem Nem, que não trabalha nem estuda.