Reconhecimento

“Há muito tempo, o Brasil tem sido um pioneiro no desenvolvimento de exploração de petróleo em águas profundas e de gás natural. Sua indústria petrolífera, de Primeiro Mundo, está, agora, transformando-se numa parceira dos Estados Unidos e dos investidores internacionais para desenvolver, de forma mais plena, suas prolíferas reservas marítimas de petróleo. Esse fato vai aumentar a produção hemisférica de energia.” O elogio rasgado à Petrobras não partiu de nenhum petista, mas sim do presidente George Bush, quinta-feira, ao apresentar seu plano para enfrentar a crise energética em seu país. Apesar das óbvias segundas intenções – com as reservas dos EUA estagnadas, Bush está de olho no petróleo brasileiro – não deixa de ser constrangedor para os detratores da Petrobras que a principal empresa nacional continue a ser mais reconhecida no exterior do que no próprio país.

Moita
A Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços, que representa as administradoras de cartões, procurada pelo MONITOR MERCANTIL, não quis se manifestar sobre o boicote que os donos dos postos de gasolina de São Paulo vão colocar em prática no próximo dia 28. A tendência é que também os postos do Estado do Rio de Janeiro parem de aceitar pagamento de combustível com cartão de crédito.

Disque-apagão
O Governo do Estado do Rio de Janeiro pretende disponibilizar linhas telefônicas para que a população possa denunciar prédios públicos (federais, estaduais e municipais) que estejam com suas luzes indevidamente acesas no período de racionamento. Convênio nesse sentido foi proposto à Telemar pelo secretário de Energia, Indústria Naval e Petróleo, Wagner Victer. O secretário adiantou que esta semana já estará implementado o site criado para informar sobre o apagão e receber denúncias, a exemplo do serviço telefônico.

Choque elétrico
O senador Roberto Requião (PMDB-PR), que esteve em recente missão oficial no exterior, adverte para o risco de “californização” do Brasil. Segundo dados colhidos por Requião, na Califórnia, o kW/h pulou de US$ 42 dólares, antes da privatização, para US$ 180, depois da privatização. E, com o acirramento da crise, o preço da tarifa saltou para US$ 300. Com o anúncio do tarifaço sobre os contribuintes que consomem mais de 200 kW por mês, o presidente dá a senha para a “californização”.

Laranjada
Vocacionada para minimizar o desastre tucano, a mídia “chapa branca” resolveu recorrer ao malabarismo estatístico para comemorar a redução de energia “que já estaria ocorrendo”, graças à conscientização da população. Na verdade, a comparação com bases inconsistentes, como o pico do consumo em março, tem tanto valor como proclamar que quem ingere cinco uvas é mais saudável do quem come apenas uma melancia porque o primeiro tem uma dieta mais rica em frutas.

Merchandising
A reação negativa da opinião pública à ação do Governo FH para barrar a CPI da Corrupção acabou afetando a dramaturgia. Mais especificamente as novelas da onipresente Globo. Em uma delas, uma professora “ensinava” aos alunos que a privatização, por reduzir o tamanho do Estado, foi uma iniciativa do governo no sentido de diminuir a corrupção (de quebra, uma tentativa enviesada de defender o falido programa de privatizações). Como se tratava de ficção encomendada, nenhum dos alunos perguntou sobre o escândalo das fitas gravadas durante a venda do setor de telefonia.

Sensível
Em plena crise energética, a Light resolveu dar uma mãozinha para demonstrar, mais uma vez, seu compromisso com os brasileiros, como proclamado em matéria paga nos “jornalões”.  A empresa deve efetivar cerca de 400 demissões já anunciadas. Em protesto, aproximadamente 300 empregados ocuparam, sexta-feira, o  quarto andar do prédio da empresa na Avenida. Marechal Floriano.

Marcos de Oliveira
Diretor de Redação do Monitor Mercantil

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