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sábado, janeiro 23, 2021

Recuo dos serviços em 12 meses é recorde

O setor de serviços avançou 2,6% na passagem de outubro para novembro, o sexto mês consecutivo de alta. O ritmo superou os anteriores, nas comparações com agosto e setembro. Apesar do ganho acumulado de 19,2% desde junho, o setor ainda se encontra 3,2% abaixo do patamar de fevereiro.

Na comparação com novembro de 2019, o total do volume de serviços recuou 4,8%, marcando a nona taxa negativa seguida neste índice. É a nona queda na comparação com o idêntico mês do ano anterior. Os números são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do IBGE.

No acumulado no ano, a queda é de 8,3% frente ao mesmo período de 2019. Já em 12 meses, o recuo de 7,4% manteve a trajetória descendente iniciada em janeiro (1%). Este é o resultado negativo mais intenso desde o início da série, iniciada em dezembro de 2012 para esse indicador.

Todas as cinco atividades investigadas na pesquisa tiveram crescimento na passagem de outubro para novembro, com destaque para os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio, que registrou alta de 2,4%, e serviços prestados às famílias, que avançou 8,2%. Ambas foram as mais afetadas pela pandemia.

Em 2021, o fim dos programas emergenciais pode desacelerar a recuperação do PIB e comprometer o resultados dos serviços que têm crescido mais fortemente, analisa o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi).

De acordo com o gerente da PMS do IBGE, Rodrigo Lobo, as atividades do setor de serviços que estão encontrando mais dificuldades são aquelas prestadas de forma presencial, por isso, o setor ainda não conseguiu recuperar as perdas.

“Atividades como restaurantes, hotéis, serviços prestados à família de uma maneira geral e transporte de passageiros – seja o aéreo, o rodoviário e ou o metroviário – até mostraram melhoras, mas a necessidade de isolamento social ainda não permitiu o setor voltar ao patamar pré-pandemia”, explica Lobo.

Os serviços prestados às famílias têm alta de 98,8% nos últimos sete meses, mas ainda precisam crescer 34,2% para retornar ao patamar de fevereiro.

Leia mais:

Desde fevereiro, volume de serviços traz queda de -3,2%

Serviços avançam e comércio recua na participação no PIB

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